SELEÇÃO ARGENTINA: um pouco de futebol, só para espairecer

Crédito da foto: www.foxsports.com.br
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Nos anos 50, quando eu ainda era criança, havia uma admiração enorme pelo futebol argentino no Brasil, especialmente na região compreendida pelo Sul (tradicional): Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Em outras regiões brasileiras, menos cosmopolitas e mais distantes da fronteira platina, a aversão a los hermanos já era notável.

Acrescente-se a título de contextualização que à época a Argentina ainda era a quarta economia do planeta (lugar ao qual o Brasil ainda não chegou, embora seja justo considerar que os tempos são outros).

Apesar do título mundial de 58 na Suécia, a Argentina continuava, para uma parcela considerável de brasileiros, como tendo um futebol superior.

Enquanto por aqui nem a seleção nacional vencia o torneio continental e nem por aqui havia um único time que pudesse chegar próximo às 4 ou 5 equipes principais argentinas.

A coisa começa a mudar de figura com o ápice do Santos (61/62) e com o bicampeonato mundial de seleções em 62, no Chile.

A essa altura, também, a economia argentina já estava em franca decadência e o Brasil grande e adormecido dava mostras de que iria acordar e crescer.

O suprassumo da brasilidade de chuteiras chega com o tri, no México (1970), mundial do qual sequer a Argentina participou.

Como sempre acontece nessas horas, nossa percepção sobre o futebol argentino e sobre a Argentina começou a se alterar; até as suas mulheres, antes belas e elegantes, passaram a ser feias e barangas; e os argentinos, em geral, arrogantes e decadentes.

Como não ligamos, por exemplo, para os 5 prêmios Nobel argentinos, até porque não temos nenhum e mal sabemos o que seja e qual a sua importância, o desmerecimento da Argentina e de seu futebol só fez crescer.

Maradona e Messi

O surgimento de Diego Maradona, la mano de Dios, pegou o nacionalismo brasileiro em viés de alta.

Isso abriu uma tosca disputa provinciana com Pelé, e os sucessivos fracassos da seleção argentina e as duas copas vencidas pelo Brasil, na passagem de um milênio para outro, inflaram o orgulho nacional e sepultaram quase que de vez o carisma do futebol portenho.

Quase que de vez… pois eis que surge Messi e com ele toda uma geração extraordinária de jogadores de futebol.

Se Messi e a seleção argentina ainda não chegaram ao topo do universo (na copa passada, no Brasil , tiveram de se contentar com a festança alemã) há pouca dúvida sobre a qualidade de um e de outro.

E isso está provocando uma nova reversão na percepção do brasileiro em relação aos argentinos.

Economicamente a Argentina continua decadente, mas mantem-se na história com seus escritores extraordinários e seus 5 prêmios Nobel.

A economia brasileira, embora ainda um bocado melhor que a do vizinho, está em franca recessão, nosso futebol aos frangalhos e continuamos sem nenhum prêmio Nobel.

E para piorar a situação, Messi não dá mostras de que vai parar tão cedo, e, pesadelos dos pesadelos, o papa é argentino.

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