Crise da Dilma é praga de índio – “yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”

Crédito da foto: www.jcnet.com.br
Crédito da foto: http://www.jcnet.com.br

Dizem, mas não provam, que praga de padre pega, e não tem como se tirar.

Contam, ou pelo menos se contava quando eu era criança, que no século 18 ou 19 membros da família Camargo deram uma surra no pároco de Cotia, que, ato contínuo, teria rogado uma praga contra a cidade.

Bem, os anos se passaram e Cotia não é um lugar tão horrível assim. Dessa forma pode-se duvidar da máxima.

Já ouvi falar também que praga de mãe é fatal. Como a minha não me rogou nenhuma, também não sei se essa história funciona.

O que sei é que praga de índio pega.

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”, e foi aí que a presidente Dilma Rousseff se ferrou.

Voltemos um pouquinho na história.

Ela pensa que, para ficarmos bem, precisamos ter bens, chuveiro quente, casa de alvenaria. Nossa lógica e nosso modo de vida são outros: qualidade de vida para nós é liberdade, e liberdade é ter nossos territórios livres de ameaças e invasões para produzir sem destruir, como fazemos milenarmente” (Sônia Guajajara, coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Apib).

Sônia Guajajara – veja mais aqui http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/06/140607_copa_indios_protestos_entrevista_rb – disse o que disse logo após, em 2014, o Palácio do Planalto, quer dizer, a presidente Dilma Rousseff, se dignar a receber lideranças indígenas (coisa que nunca havia acontecido antes nos governos petistas), ainda como rescaldo do atribulado junho de 2013 que deflagrou toda essa movimentação contra o petismo.

Anhanguera

Na real, Sônia Guajajara acusou a presidente de se comportar tal qual Bartolomeu Bueno, o filho, que, segundo reza a lenda, teria colocado fogo em uma panela cheia de aguardente para assustar e enganar índios da tribo Goiá, e se apossar de terras índias plenas de imensas, inexistentes e mitológicas reservas de ouro.

Bem, quem acredita numa história estúpida como essa acredita em qualquer coisa.

O que o assassino Anhanguera fez foi entulhar os índios de miçangas e de espelhinhos; assassiná-los a tiros de trabuco e estuprar as suas mulheres.

E o que Sônia Guajajara quis dizer é que Dilma repete Anhanguera.

Mas sejamos justos com a presidente. Não é apenas ela quem pensa dessa forma. O Lula também pensa assim, assim como a maioria dos petistas.

Dia desses tive um bate-boca com um desses petistas de carteirinha que acusava os índios de “atrapalhar o progresso do país”.

Por “progresso do país” ele, a Dilma, o Lula e os petistas em geral querem dizer construir monstrengos tipo Belo Monte (também conhecido como Belo Monte de Merda) e obras que não vão dar em nada, como a Transposição do Rio São Francisco, que o Instituto Luís Freire, do Recife (PE), já antecipava que seria um fiasco medonho, como se está vendo.

Praga de índio pega

A praga não dita, mas insinuada, por Sônia Guajajara pegou, com se viu na eleição presidencial de 2014, quando apenas o arrependimento e a benevolência de parte dos 3 Ps (pretos, putas e pobres) salvaram o petismo de ser derrotado nas urnas.

Salvaram em parte, pois mal se passaram os meses, e o prestígio da presidente e de seu partido caíram para 9%, o pior da história republicana.

Uma queda que não tem bilhete de retorno.

Reação dilmista

Ontem, em entrevista à Folha de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff resolveu reagir aos “golpistas” que querem apeá-la, prematuramente, da cadeira do Planalto.

Pra muita gente uma reação tardia, embora a “pregação golpista”, e nisso a presidente tem razão, seja uma afronta ao Estado de Direito.

Ocorre que a pedra já está rolando ribanceira abaixo, e nem a sua promessa a Barack Obama de que o país vai reduzir, em uma década, o desmatamento a zero, está convencendo índios e não índios.

Até porque ela está fazendo promessas para um tempo no qual não estará mais ocupando a cadeira do Palácio do Planalto.

Talvez a presidente deva ir a uma aldeia indígena. Ouvir o que andam dizendo os índios e outros miseráveis brasileiros.

Quem sabe algum pajé consiga neutralizar a praga de Sônia Guajajara.

Vai saber! Tudo é possível.

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay.

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