Foi fiasco, mas manifestações de domingo destruíram teses dos revoltados online

Crédito da foto: noticias.uol.com.br
Crédito da foto: noticias.uol.com.br

Já se disse e já se explicou por aqui (veja: Saiba por que as manifestações são um fiasco e continuarão a ser até a extinção completa) que as manifestações do último dia 16, em todo o Brasil, foram um fiasco de público (e provavelmente de renda).

Apesar de todo quéquéqué de colunistas que pregam claramente, e sem disfarce algum, a queda da Dilma e, como consequência, a extinção do Partido dos Trabalhadores, e muy especialmente a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, o que conta em manifestações é a sua contundência.

E contundência se mede pela quantidade de gente nas ruas, pela manutenção das pautas reivindicatórias e pelos impactos gerados na sociedade no pós-manifestação.

O principal alvo das manifestações, a presidente Dilma Rousseff, avaliou aquela andação toda de domingo como pequena e inofensiva.

O PT e Lula sequer se deram ao luxo de dizer alguma coisa a respeito.

Ao contrário, o capitão-mor do tucanismo, Fernando Henrique Cardoso, “veio a público“ para dizer que Dilma, dignamente, deveria renunciar “para o bem da nação” e outros blásblásblás quaisquer.

Sério, FHC?

As quedas

Alguns colunistas conservadores, como o professor de filosofia Luiz Felipe Pondé (que escreve para a Folha de São Paulo toda segunda-feira), identificam os revoltados online como jovens liberais, gente que quer se ver livre do Estado para fazer o que bem entendem da vida, num regime de plena democracia, ou seja, estariam eles, os tais jovens liberais, em busca de um novo tempo, para além do assistencialismo petista.

Bem… se estão procurando um “novo tempo” devem estar com a folhinha presa à parede invertida, pois esse papo de mercado totalmente livre, sem a interveniência do Estado, é coisa do início do Capitalismo, lá do Mercantilismo, alguns séculos antes do fiat lux marxista.

O que as pessoas que foram às ruas no domingo (especialmente na avenida Paulista, em São Paulo, o epicentro de tudo isso que está posto aí) pediram, além da queda de Dilma, da pulverização do PT e da prisão do Lula, foi educação e saúde públicas, gratuitas e de qualidade.

Ora, ora, mas a tese coxística dos revoltados online não era exatamente o contrário?

Perderam o controle até sobre a própria turba? Vixe!

E não sem razão, já que protestavam, veementes, contra a corrupção, incluíram no cardápio de impropérios Eduardo Cunha, Aécio Neves e, pasmem , até Geraldo Alckmin, alcunhado pelo Zé Simão de “picolé de chuchu”.

Ora, ora, mas a estratégia protestante dos revoltados online não era exatamente deixar essa gente aeciana de fora e cerrar fogo apenas (sic) na Dilma, no Lula, no Zé Dirceu, no PT e em isso tudo que está aí?

Perderam o controle até sobre a própria turba? Vixe!

A lição

Uma coisa que a gente deveria aprender desde criancinha.

(esqueça a ridícula Lei de Murphy, ela é coxinha e busca justificar as diferenças sociais): uma coisa que se baseia em um equívoco ou em falsas premissas termina dando em nada.

Ou seja, qualquer ação que não tenha um mínimo de lógica, de senso termina em um enorme e ridículo nonsense.

Simples assim.

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