Nem Getúlio, nem Lula: o pai é o Estado

Os pais dos pobres capitalistas brasileiros, montagem sobre fotos de www.clickideia.com.br e  noblat.oglobo.globo.com
Os pais dos pobres capitalistas brasileiros, montagem sobre fotos de http://www.clickideia.com.br e
noblat.oglobo.globo.com

Ao contrário do que nossa precária filosofia foi levada a pensar, o Pai não é humano e nem é dos pobres.

Portanto, podem aposentar essa baboseira de que Getúlio Vargas foi o “pai dos pobres” e de que Luiz Inácio Lula da Silva – para os fanáticos idiotizados pela mística petista – seria uma reencarnação do estancieiro gaúcho.

O Pai existe sim, é o Estado, o Pai dos ricos. Pobres e remediados são peças vagabundas no jogo do poder e do dinheiro, descartáveis e desprezíveis. Quando muito mera massa de manobra para sustentar a mística.

Se vocês estão interessados em acabar com as injustiças sociais, com a opressão e com a exploração, então mãos-à-obra: bora demolir do Estado e, em consequência, todos os vermes que dele se valem.

Para matar a doença, sacrifique o doente.

A economista ítalo-britânica Mariana Mazzucato, que esteve visitando o Brasil, recentemente, a convite do governo de Dilma Rousseff, e que tem uma obra vigorosa, já destroçou há muito a tese malandra sobre as virtudes do mundo capitalista.

Mazzucato, autora do livro “O Estado Empreendedor – Desmascarando o Mito do Setor Público vs. o Setor Privado”, mostra que mesmo no Vale do Silício – um dos principais casos de geração de negócios baseados em novas tecnologias –investimentos públicos vultosos e diversificados foram, e ainda são, fundamentais.

Resumo da ópera: quem garante tudo é o Papai Estado.

Acrescente-se ao exemplo de Mazzucato que no Vale do Silício o governo norte-americano começou investir na última década do século 19.

Surpreso? Mas é isso mesmo.

Não havia internet e robótica naquela época? E daí?

A ideia central era criar um espaço de pesquisa tecnológica e alavancar o progresso norte-americano, e transformar o país ao norte no que é hoje.

Como funciona

Já ouviram falar nos “campeões nacionais”?

Deveriam!

Funciona assim: o Estado entulha certo segmento de dinheiro, estimula o surgimento de empresas, acirra a competição entre elas; as mais capazes (quer dizer, as mais vorazes) sobrevivem, engolem as outras e se transformam em case de sucesso, dominando as suas áreas e submetendo o restante do mundo aos seus ditames e verdades.

Acham que foi só nos EUA que isso aconteceu/acontece (até agora)?

Ledo engano!

Olhem para a história moderna do Japão. Para a Coreia (do sul) e até para a híbrida China.

Lava Jato

Não se matem ainda. Leiam o texto até o final.

Aqui também ocorreu a mesma coisa

De onde vocês acham que saíram essas empresas todas metidas até a medula no Lava Jato?

Exatamente da política lulo-petista de “campeões nacionais”.

A coisa só não se ampliou a horizontes inatingíveis porque a crise 2006/2007 – aquela que o Lula chamou de marolinha, e cuja merda a Dilma Rousseff está tendo de limpar neste exato momento – botou a pique o naviozinho megalômano lulista.

Portanto, meus amigos, se vocês estão interessados em acabar com as injustiças sociais, com a opressão e com a exploração então mãos-à-obra: bora demolir do Estado e, em consequência, todos os vermes que dele se valem.

Caso não, mantenham-se como estão: como peças vagabundas no jogo do poder e do dinheiro; descartáveis e desprezíveis. Quando muito mera massa de manobra para sustentar a mística.

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