O fator Marina Silva e o sapo verde do Lula que virou ogro em plena Amazônia

 Foto: THIAGO BERNARDES/FRAME/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: THIAGO BERNARDES/FRAME/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

Viabilizado o Rede Sustentabilidade, a acreana Marina Silva volta a assombrar o PT, como assombrou ano passado, quando os trabalhistas arregimentaram mundos e fundos para descontruir a imagem da ainda socialista (de ocasião) e abriram brecha para o crescimento da candidatura do tucano Aécio Neves, que, com um pouco mais de habilidade, seria o atual presidente do Brasil agora.

Como todo o resto, Marina Silva tem prós e contras.

Para começar o nome do partido é um ótimo achado que une a modernidade cibernética com as redes sociais (as militantes pra valer) e as redes indígenas, dos caboclos, dos interioranos em geral, e por aí vai.

E não contem com o “pobrismo” marinista, pois por trás dela está (como sempre esteve) a Neca Setúbal (Itaú).

Ou você acha mesmo que a proibição do financiamento empresarial de campanha vai funcionar?

Sei… eu também conheço pessoas que acreditam em papai noel e não acreditam que o homem foi à Lua.

Os contras de Marina Silva são de duas ordens:

– o agronegócio, e

– boa parte da classe média urbana (incluindo-se aí os militantes ambientalistas citadinos que odeiam mato, gente do interior, índios, sem-terra, mas vivem de limpar as praias de palitinhos de picolé e de reciclar lixo).

E nóis, mano?

Por enquanto em terceiro, mas com tendência de baixa.

Mas sejamos justos. Já que se falou por aqui dos prós e contras marinistas, por que não dos petistas?

De concreto há que, minguado, o partido está entregue a uma militância alucinada e fanática, e (ainda) tem em seus quadros uma presidente que atualmente não serve de cabo eleitoral nem para eleição de condomínio.

Resumindo a história: o PT não tem candidato para 2018, tanto que já se pensa em Ciro Gomes (neo-PDT) ou numa alternativa pemedebista.

Alguém plantou nas redes sociais a possibilidade de uma “chapa pura de esquerda” (acuma é?!?!?!) = Lula + Jandira Feghali.

Brasileiro gosta de piadas picantes em tempos de crises agudas.

O sapo

Quem está pagando o pato, ou melhor, o sapo é a presidente Dilma, posto que o outro sapo, o barbudo, disse que não iria parar nenhuma hidrelétrica na Amazônia só por conta de um “sapinho verde”.

Pois não parou mesmo, nem ele, nem Dilma, mas o governo brasileiro teve de refazer o projeto de Belo Monte sete vezes, aos custos dos olhos da cara do erário.

Mas o que são esses “olhos da cara do erário” frente ao que anda aparecendo no Lava Jato?

Nadica de nada, não é mesmo?

Mas que não seja por isso. Ontem o Ibama (que é governamental) negou licença para operação da usina de Belo Monte (veja matéria da Agência Brasil – governamental – abaixo).

A gente vai engolindo cada sapo pelo caminho.” (CBH)

“Ibama nega licença de operação a Belo Monte”

[O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) negou o pedido da concessionária Norte Energia para emissão da licença de operação da hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Pará. Sem a licença, a usina fica impedida de encher o seu reservatório e, consequentemente, de iniciar a geração de energia.

A reportagem é de André Borges, publicada no jornal O Estado de S. Paulo, 23-09-2015.

Na noite desta terça-feira, a Norte Energia, por sua vez, declarou que o parecer do Ibama não é uma “negativa de seu pedido” e sim um prazo para que a concessionária “faça a comprovação das ações compensatórias”. Essa comprovação, segundo a empresa, será dada ainda nesta semana.

Após análise criteriosa das condicionantes socioambientais que teriam de ser cumpridas pela Norte Energia, o Ibama concluiu que foram constatadas “pendências impeditivas” para a liberação da licença. Em despacho encaminhado hoje à diretoria da concessionária, o diretor de licenciamento do Ibama, Thomaz Miazaki, elencou 12 itens que não foram atendidos pela empresa.

“Diante da análise apresentada no referido Parecer Técnico, bem como do histórico de acompanhamento da equipe de licenciamento ambiental da UHE Belo Monte, informo que foram constatadas pendências impeditivas à emissão da Licença de Operação para o empreendimento”, declara Miazaki.

Para liberar o empreendimento, o Ibama exige o cumprimento de uma série de empreendimentos. Na área logística, afirma que é preciso que sejam concluídas obras de recomposição das 12 interferências em acessos existentes na região, além da implantação das oito pontes e duas passarelas previstas para adequação do sistema viário de Altamira, município mais afetado pela usina.

O órgão pede a conclusão das obras de saneamento nas vilas “Ressaca” e “Garimpo do Galo”, a comprovação de que o sistema de abastecimento de água (captação superficial) nas localidades em vilas próximas à usina encontra-se em operação para atendimento da população local e apresentação de cronograma e metas para operação do sistema de esgotamento sanitário de Altamira.

A Norte Energia terá que concluir a execução do projeto de “demolição e desinfecção de estruturas e edificações” na região atingida pelo reservatório e apresentar planejamento para o “cenário de necessidade de tratamento das famílias que, embora localizadas fora da área diretamente atingida, poderão sofrer eventuais impactos decorrentes da elevação do lençol freático em áreas urbanas de Altamira, após a configuração final do reservatório Xingu”.

Finalmente, a empresa terá que concluir as metas de corte e limpeza de vegetação definidas no “plano de enchimento”. Todas as exigências deverão ser alimentadas com registros fotográficos e demais documentos.]

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s