Só resta uma saída para a presidente Dilma Rousseff: é ela ou o fim

Crédito da foto: noticias.gospelmais.com.br
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A presidente Dilma Rousseff está naquela ingrata posição do filho que se atrasou para as comemorações do 100º aniversário da mãe, perdeu o almoço e ainda esqueceu-se de levar o presente para a progenitora.

Por mais desculpas e explicações que dê, todo mundo vai olhar sua cara com indignação, e sobre ele vai pairar, pelo resto de vida, a acusação de ingrato, desumano e mesquinho.

Da esquerda à direita já se aventura quem ache que o mais digno para a presidente é a renúncia.

Seria uma maneira de apaziguar o País, debelar a crise política e sinalizar uma alternativa consistente para a grave crise econômica.

Apaziguar o País – radicalizado desde as manifestações de junho de 2013 – é bem provável, até porque a chamada esquerda e a militância petista (completamente destroçada e inerte) não mostram qualquer poder de reação, a despeito das bravatas que se veem pelas redes sociais, dando conta de um correr-de-sangue e de incêndios mil pelo Brasil, em caso de impedimento da presidente.

Seria, por outro lado, uma pá de cal na sepultura do moribundo Partido dos Trabalhadores, que ainda sonha com uma ressurreição, via Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 2018.

Debelar a crise política pode-se contar com isso, mas apenas momentaneamente, posto que os grupos políticos manter-se-ão intactos, cada um deles defendendo os seus interesses, quase sempre escusos e nada transparentes.

Passada a euforia pela queda, os grupos políticos voltarão às suas posições originais, exigindo o seu naco nas benesses do Estado.

Ah… a economia

Se é correto dizer que há um superdimensionamento da crise econômica brasileira, é correto dizer também que a crise é grave, contamina todos os setores produtivos nacionais e impacta diretamente nas classes menos favorecidas, e já começa a exaurir a economia das classes médias brasileiras, com reflexo, por óbvio, na produção nacional.

Se a crise econômica se iniciou nos meados da década passada, e foi usada estrategicamente pela oposição derrotada na eleição presidencial do ano passado, dando origem à crise política, hoje um monstrinho se alimenta e alimenta do/o outro, minguando o setor produtivo, afetando as finanças do Estado e combalindo a paciência de uma população em estado de pânico.

Renúncia

Então, a renúncia da presidente Dilma Rousseff seria mesmo uma saída, ao menos honrosa?

NÃO!

Embora possa até ter avaliado a possibilidade, mesmo que entre os seus travesseiros, é pouco provável que Dilma Rousseff considere seriamente essa possibilidade.

Não faz parte de seu modo de ser, e ela sabe muito bem que passaria para a história como a coveira do mais importante partido político brasileiro e poderia botar a perder parte dos programas sociais, que tanto bem fizeram às populações pobres do País.

Lhe resta, como de resto lhe restava desde o início do agravamento da crise, ainda em seu primeiro governo, uma saída: a transparência, o diálogo cara-a-cara com a população brasileira, a prestação de contas sem retoques.

Lhe resta admitir de público, e para todo mundo ver e ouvir, que errou e errou muito.

Lhe resta (re)afirmar de público, e para todo mundo ver e ouvir, que os dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva foram extremamente irresponsáveis com as finanças do Estado brasileiro.

Lhe resta pontuar (mas pontuar mesmo, ponto por ponto – aqui veio mais uma de minhas redundâncias) onde estão os problemas (todos, sem exceção), as suas origens, as suas razões, os seus responsáveis, e apontar, com clareza, os caminhos para enfrentá-los, “doa a quem doer”.

É uma saída, boa, e a única saída que lhe resta.

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