O DESESPERO DOS INOCENTES: a quem interessa desconstruir e criminalizar os vazamentos feitos pela imprensa

Esse chororô todo do governo, da família Lula e dos partidários do partido (sic pra redundância proposital) é elementar e facilmente desconstruído.

Vai abaixo apenas trecho do artigo “O jornalismo e a generalização da vigilância na internet”, de André Quintão da Silva para o Observatório da Imprensa.

Para ler o texto na integra entre em http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/o-jornalismo-e-a-generalizacao-da-vigilancia-na-internet/

[Temos dois casos recentes sobre vazamento de documentos secretos que comprovam o autoritarismo dos Estados da democracia ocidental e que tiveram jornalistas e fontes criminalizados. O primeiro caso são as filmagens vazadas pelo soldado Bradley Manning  – hoje Chelsea Manning  –  ao WikiLeaks. Na ocasião, o vídeo de um helicóptero na Guerra do Iraque mostrava soldados estadunidenses matando civis iraquianos e dois jornalistas da Reuters.

Chelsea Manning foi rastreada e identificada pela agência de espionagem estadunidense devido ao uso de um chat. Hoje, a fonte está presa, com uma pena de 35 anos de reclusão por vazamento de documentos secretos. Julian Assange, fundador do WikiLeaks, encontra-se exilado na embaixada do Equador em Londres. Caso saia, corre o risco de ser extraditado para a Suécia e, posteriormente, para os Estados Unidos, onde deverá ser julgado pela divulgação  –  e facilitação no vazamento  –  de documentos secretos do Estado.

O mesmo ocorreu no caso de Edward Snowden. Ex-agente da CIA e prestador de serviços para a NSA, ele vazou documentos ultrassecretos que revelavam a abrangência da agência de espionagem. Snowden foi considerado traidor da pátria e terrorista e agora se encontra exilado na Rússia. Glenn Greenwald e Laura Poitras, respectivamente jornalista e documentarista envolvidos no caso, também foram taxados de terroristas e acusados de incentivarem o vazamento dos documentos confidenciais. Ambos passaram por vigilâncias severas quando voltaram aos Estados Unidos.

Em seu livro Sem Lugar Para se Esconder, Greenwald faz uma crítica sobre a seletividade na hora de criminalizar os vazamentos de documentos governamentais. Os vazamentos que enaltecem o Estado, diz ele, são aplaudidos e premiados. Enquanto os que rompem com o status quo e mostra o Estado que age às sombras, é rapidamente condenado e crucificado. “Os únicos vazamentos que a imprensa de Washington condena são os que contêm informações que os funcionários do governo prefeririam ocultar”, diz Glenn Greenwald.]

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