O Brasil virou uma zona total, ninguém entende ninguém e todos desandam

Crédito da ilustração: tempossafados.blogspot.com
Crédito da ilustração: tempossafados.blogspot.com

Semana passada o ministro Marco Aurélio Mello sugeriu que Dilma, Temer e Cunha renunciassem.

Pode ser uma boa ideia, mas seguindo o rastro deixado por Mello seria conveniente que uns tanto quanto deputados federais e senadores também renunciassem, pois pairam acusações e suspeitas sobre eles.

O mesmo se pode dizer de boa parte do ministério dilmista, assim como, pelo menos, de um dos ministros do Supremo, Gilmar Mendes.

“Seguindo a linha” traçada por Mello seria conveniente também suspender todos os partidos políticos (ou pelo menos a maioria absoluta deles), o que representaria suspender as atividades dos eleitos na federação, nos Estados e nos munícipios.

Claro está que esta é uma abstração a partir da abstração do ilustre e longevo ministro.

O País, como mostra a história, vai sair por um acordão, que deixa mais ou menos intactos os capitães hereditários e do mato, que por aqui mandam (com uma ou outra defecção, e uma ou outra punição), mantendo, como de resto, o povaréu fora do espólio.

Endividamento

Num texto bastante lúcido (o que não é muito usual) e pessimista (o que é usual) o jornalista Ricardo Kotscho (o eterno assessor de imprensa de Lula da Silva) antevê que a semana que entra vai piorar um pouco mais (sempre há espaço para a piora).

A lucidez do texto de hoje está em (finalmente!) reconhecer que o problema brasileiro (que contaminou a política) se deve ao endividamento.

E foi fundo: do Estado, dos empresários e da população em geral.

Grosso modo, e repetindo Kotscho, estamos todos “pendurados no cartão de crédito”.

Ou trocando em miúdos: o governo brasileiro gastou mais do que tinha para gastar, os empresários gastaram mais do que tinham para gastar e nós gastamos mais do que tínhamos para gastar.

A conta terá de ser paga de alguma forma e em algum tempo.

Andanças e cortes

Dilma Rousseff tem se esmerado em “andar por este país pra ver se um dia descansa feliz” e a entregar unidades do Minha Casa, Minha Vida.

É um jogo de faz de conta (já disse isso por aqui recentemente), pois as casas já haviam sido contratadas e estavam apenas em processo de finalização.

Este ano, o governo não fez uma única contratação, e não fará mais, de acordo com o que disse ontem o Kassab, que cuida dessas coisas.

Vai ficar tudo para 2016.

Será? Vamos ver!

Vamos ver porque a sugestão para o acordo com o Congresso é que se faça mais um corte no orçamento federal de 20 bilhões – nos programas sociais do governo.

Daí se explica o quéquéqué do presidente do PT em entrevista à Folha de São Paulo, de hoje.

Vale a pena lê-la.

Vai, não vai, Lula?

No blog do Luiz Nassif (que se especializou em não acertar nenhuma previsão) um texto de um sujeito que não sei quem é, e que diz que pelo sim, pelo não, Luiz Inácio Lula da Silva não deveria se candidatar à sucessão presidencial em 2018.

Há vários motivos que pautam a “reflexão”, mas o que conta mesmo são as pesquisas particulares do PT indicando uma surra danada, que pode comprometer (mais do que está comprometido) o futuro do partido.

A questão me parece que seja outra, a ideológica, mas isso é assunto para uma outra postagem.

Intrépido colosso

O intrépido autointitulado filósofo Olavo de Carvalho mantem sua pregação de que “apenas o povo unido jamais será vencido”.

Hoje em dia, além de falar palavrões pelos cotovelos e ser suspenso das redes sociais, Carvalho tem se esmerando muito menos em atacar o PT e os comunistas, e muito mais em desancar os grupos anti-dilmistas.

De alguma forma ele repete a arenga da minha mãe, a de que todo rico é ladrão.

Dessa forma, Carvalho se aproxima de Mello e prega no deserto.

Não temos essas propensões e disposições todas.

Preferimos ver TV, assistir ao nosso time do coração, tomar uma cervejinha e ir à praia.

E a vida segue como dantes. Com todos felizes e contentes.

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