BNDES faz bem em reagir às críticas

BNDESEis um oásis no mal-estar que se tem registrado por aqui contra (em geral) a comunicação social do governo federal: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem reagido com precisão às críticas que lhes são desfechadas, seja por opositores ao governo, seja por gente absolutamente desinformada.

Embora não vá dar conta de responder a todas as críticas, o banco de fomento brasileiro tem reagido com presteza, tanto nas redes socais, quanto em seus comunicados e esclarecimentos.

O volume de críticas ao BNDES cresceu bastante a partir da participação de empresas brasileiras na construção do porto de Mariel, em Cuba.

Outras incursões de empresas nacionais no exterior apenas fizeram crescer o volume das críticas, todas elas infundadas, parte por oportunismo político, e, em grande parte, por ignorância da população brasileira sobre o papel do BNDES.

Para ser bem sucinto e simplório (mesmo correndo o risco de cometer alguns deslizes), o BNDES:

– pode (e deve) financiar empreendimentos e, consequentemente, empresas brasileiras que atuem no exterior;

– pode (e deve) financiar empreendimentos estrangeiros e, consequentemente, empresas estrangeiras que invistam em território nacional, ou seja, brasileiro;

– não pode (e não deve) financiar empreendimentos e, consequentemente, empresas estrangeiras no exterior. P.ex. não teria qualquer cabimento o banco de fomento brasileiro financiar uma ou mais empresas norte-americanas que fosse/m construir um porto, ou seja lá o que for, em qualquer país africano.

O que é o BNDES

Sem entrar no discurso partidário, de que em outros governos o BNDES também “financiou obras no exterior”, vai abaixo uma síntese do que é o BNDES, mas, antes, dois apontamentos:

– nos primeiros dias do governo Collor de Mello, a jornalista Marília Gabriela (no antigo Cara a Cara, da Band) questionou a então ministra da Fazenda, Zélia Cardozo de Melo, sobre o papel do BNDES.

A ministra saiu-se com uma resposta canhestra, defendendo as ações do banco de fomento quase todas elas dirigidas, à época, apenas à indústria e à infraestrutura.

Uma série de remodelagens no papel do banco o levou a ampliar o seu leque de ações, chegando, este ano, a comunidades indígenas (veja aqui: http://reporterbrasil.org.br/2015/06/o-bndes-descobriu-os-indios/) e a outros segmentos produtivos (anteriormente).

– recentemente o presidente norte-americano Barack Obama pediu para viabilizar estudos, tendo como espelho o BNDES, para se criar nos Estados Unidos uma estrutura similar (veja aqui: http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2011/06/obama-quer-criar-um-banco-de-fomento.html). Obama sabe (como todo executivo de Estado deve saber) que são dos cofres públicos que saem os recursos para o desenvolvimento de qualquer país, então, por que não, se criar nos EUA um banco similar ao BNDES?

[O BNDES tem como principal objetivo financiar investimentos em todos os segmentos da economia, de âmbito social, regional e ambiental. Desta ação resultam a melhoria da competitividade da economia brasileira e a elevação da qualidade de vida da população.

O BNDES vem financiando os grandes empreendimentos industriais e de infraestrutura tendo marcante posição no apoio aos investimentos na agricultura, no comércio e serviço, nas micro, pequenas e médias empresas, e aos investimentos sociais direcionados para a educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e ambiental e transporte coletivo de massa.

Suas linhas de apoio contemplam financiamentos de longo prazo e custos competitivos, para o desenvolvimento de projetos de investimentos e para a comercialização de máquinas e equipamentos novos, fabricados no país, bem como para o incremento das exportações brasileiras. Contribui, também, para o fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e desenvolvimento do mercado de capitais.]

Novo modelo econômico

[Em uma economia na qual o crédito privado é abundante e as empresas teoricamente sobreviveriam sem o crédito barato do governo, alguns economistas questionam o papel do BNDES. Outros defendem um novo posicionamento dos bancos estatais, com modificações no atual sistema, para continuar suportando o crescimento do país. Outros, ainda, elogiam o modelo adotado. Por exemplo, para o economista Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia, “o Brasil demonstrou na prática como um país pode, sozinho, criar um banco de desenvolvimento muito efetivo. Há um aprendizado sendo feito. E essa noção de como se cria um banco de desenvolvimento efetivo, que promova desenvolvimento real, sem todas as condicionalidades e armadilhas que permeiam as velhas instituições, será uma parte importante da contribuição do Brasil”.] (wp)

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