Um antropólogo que faz o joguinho sujo contra as comunidades indígenas

FakeIsto é Edward Luz (na foto, o gordinho de barba – crédito http://oindigenista.com), que já foi expulso da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), e hoje vive de vender seus servicinhos aos invasores de terras indígenas no Brasil.

Joga contra os índios e contra as organizações que os defendem, como ISA, CTI e Funai, e as organizações sociais das próprias comunidades índias.

É difusor da tese segundo a qual organizações estrangeiras, especialmente norte-americanas, financiam as ong brasileiras que atuam junto às comunidades indígenas, em detrimento dos “interesses nacionais”.

Um prato feito para gente como Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho e até para espertalhões como o jornalista Paulo Henrique Amorim, que se faz passar por esquerdista e por apoiador das políticas públicas do governo federal, mas é um dos maiores difamadores da atuação das organizações não governamentais nesta Grande Terra de Tupã.

Edward Luz (não pasmem, que não cabe!) passou longa temporada usando o site Questão indígena (hoje fechado) mantido pela fazendeira e invasora de terras indígenas, no Mato Grosso do Sul, Lourdes Lopes Bacha.

Vamos aos textos em questão.

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“CPI da Funai: antropólogo araponga percorre aldeias”

[Com o argumento frágil para suas manobras, a Bancada Ruralista utilizou da mão de obra cara de um antropólogo que, há anos, vem ganhando dinheiro com a elaboração de laudos contrários a demarcações de terras. Trata-se de Edward Luz, já desligado da Associação Brasileira de Antropologia em 2013.

Edward Luz compareceu em uma audiência judicial em Florianópolis, SC, realizando depoimentos contrários à presença indígena Guarani no litoral daquele estado. Na situação ele revelou que permaneceria no sul por mais tempo, com vistas a buscar informações para subsidiar a CPI da Funai, e ainda entrou em contato com deputados catarinenses sugerindo a criação de CPI estadual contra a Funai.

Segundo indígenas, Luz apareceu em aldeias Guarani de Palhoça, SC, se dizendo pesquisador e buscando informações. Na sequência, Luz se dirigiu ao Rio Grande do Sul, percorrendo aldeias Kaingang de Nonoai.

Edward Luz percorreu as aldeias do sul na mesma semana em que o senador Dário Berger (PMDB/SC), a senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS) e o deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) organizaram uma audiência para tratar do Plano de Defesa da Agricultura e Reforma Agrária em Chapecó, SC, em 13 de novembro.

Edward Luz, claramente financiado pela Bancada Ruralista, busca versões novas sobre a presença indígena Guarani no sul, bem como a sobre áreas de arrendamento em Terras Indígenas para plantio de soja.

Todos os temas serão debatidos na CPI da Funai e já foram convocados antropólogos e indigenistas que participaram de processos de identificação, bem como o ex-ministro do STF Ayres Brito.

A Funai já lançou Nota sobre a CPI

A Fundação Nacional do Índio – Funai reafirma a confiança no trabalho realizado por esta instituição, ao longo de seus quase 48 anos de existência, em prol dos povos indígenas do Brasil.

Os relatórios de identificação e delimitação de terras indígenas produzidos no âmbito do órgão indigenista constituem-se em peças técnicas, compostas por estudos multidisciplinares de natureza etno-histórica, documental, ambiental, cartográfica e fundiária. O trabalho realizado pela Funai obedece à legislação específica e é regido pelo que determina a Constituição Federal de 1988.

O que se observa é que parlamentares buscam sobrepor argumentos políticos, ideológicos e baseados em interesses pessoais ao que determinam os ordenamentos legais que regulam a demarcação de territórios indígenas e quilombolas no país. Ainda, buscam desqualificar o trabalho técnico de antropólogos, historiadores, biólogos e outros profissionais, que cumprem com critérios científicos em seus relatórios.

Dessa forma, considera que a instalação de uma CPI pela Câmara dos Deputados para investigar os trabalhos realizados pela Funai e o Incra não está baseada no requisito constitucional do fato determinado, mas em um ataque ordenado aos povos indígenas e quilombolas encabeçado por determinados setores da sociedade e do Legislativo.

Tais setores agem para flexibilizar direitos e tonar os territórios indígenas e quilombolas vulneráveis aos interesses empresariais e econômicos dominantes em nossa sociedade. Uma vez que as terras indígenas representam, em grande parte, as áreas mais preservadas do país, são inúmeras as pressões para tornar sua exploração viável.

A Funai entende que a instalação de tal CPI é parte de uma ofensiva desigual, violenta e inconstitucional contra os povos indígenas e quilombolas, representada também pela recente aprovação da PEC 215/00 na Comissão Especial da Câmara Federal. Mais que isso, acredita que não deve haver retrocessos em direitos já consolidados a fim de que possamos construir um Brasil verdadeiramente democrático e plural.

Com o apoio dos povos indígenas, a Funai enfrentará todas as investidas que se apresentem contrárias aos direitos dos povos originários com a convicção de que sairemos desse processo mais fortalecidos e confiantes nos rumos do nosso país.

Fundação Nacional do Índio – Funai

Brasília, 12 de novembro de 2015.]

Link para a matéria original: http://oindigenista.com/2015/11/17/cpi-da-funai-antropologo-araponga-percorre-aldeias/

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“Manifestação de repúdio contra Edward Luz, o difamador inimigo dos povos indígenas”

[Manifestação de repúdio à série de reportagens intitulada “Terra Contestada”, publicada no jornal Diário Catarinense entre 07 e 11 de agosto de 2014 apoiada em declarações do doutorando do PPG/CEPPAC Edward M. Luz

O corpo docente do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas (CEPPAC) e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Comparados (PPG/CEPPAC) da Universidade de Brasília (UnB), presente na 134ª Reunião do Colegiado do PPG/CEPPAC no último dia 20 de agosto de 2014 às 14h40, na sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, discutiu e concorda em manifestar publicamente repúdio à série de reportagens intitulada “Terra Contestada” e também ao modo parcial e injurioso como as reportagens se referiram à comunidade indígena Guarani de Morro dos Cavalos, à antropóloga Maria Inês Ladeira do Centro de Trabalho Indigenista (CTI), e aos funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), servindo-se para tal das declarações proferidas pelo doutorando do PPG/CEPPAC, Edward Mantoanelli Luz.

Observa-se na série de reportagens mencionadas, que as declarações e opiniões de Edward Mantoanelli Luz se apoiam em laudo antropológico elaborado por ele a partir de contrato celebrado com a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), no âmbito do Processo nº 2009.72.00.002895-0 (Juízo Federal da Vara Ambiental de Florianópolis/SC), cuja inicial requer a nulidade do processo demarcatório da Terra Indígena Morro dos Cavalos, movida contra a União (AGU) e a Funai. A esse respeito é imprescindível informar publicamente que Edward Mantoanelli Luz encontra-se em fase de conclusão da tese de doutoramento sobre: “Pós-materialismo, novas organizações civis e mudanças na cultura política no Brasil e nos Estados Unidos”. A referida tese em elaboração não possui relação com estudos sobre questões indígenas, disputas territoriais ou procedimentos demarcatórios, tampouco com a realidade sociocultural da comunidade indígena Guarani de Morro dos Cavalos, conforme atestado por seu Currículo Lattes (http://lattes.cnpq.br/7968984077434644, acessado em 20/08/2014). Ademais, cabe acrescentar que o CEPPAC não faz indicações ou recomendações de pós-graduandos para realização de trabalhos técnicos ou periciais por compreender que sua finalidade regulamentar é formar docentes, pesquisadores e profissionais de alto nível destinados a atuarem no ensino superior, instituições públicas e privadas, organismos sociais, empresariais e internacionais e onde mais seja necessário o conhecimento sobre as Américas. Nesse sentido, consideramos desaconselhável a atuação profissional de estudantes de pós-graduação em formação como peritos ou técnicos em processos e matérias que não tenham por finalidade favorecer sua formação científica, de tal modo, que este tipo de atuação seria recomendável somente com a supervisão de profissionais e pesquisadores doutores com conhecimento cientificamente comprovado sobre a realidade em questão ou que seja realizado por profissionais de nível inferior de formação com o devido respaldo da associação científica ou conselho profissional responsável pela área de atuação em questão, além das situações previstas para o exercício profissional da antropologia junto a órgãos públicos, de modo a evitar prejuízos de caráter moral, físico ou material a terceiros.

Sendo assim, lamentamos profundamente a veiculação da série de reportagens “Terra Contestada” e o envolvimento do estudante Edward Mantoanelli Luz na mesma considerando tratar-se de matéria de conteúdo parcial, desinformativo e explicitamente lesivo à integridade e idoneidade da comunidade indígena Guarani de Morro dos Cavalos, à antropóloga Maria Inês Ladeira do CTI e a funcionários da Funai responsáveis por dar assistência à comunidade indígena.

Compreendemos, na qualidade de professores e cientistas sociais, que o conteúdo das reportagens e das declarações e opiniões de Edward Mantoanelli Luz nessa série de reportagens, assim como em outros espaços, eventos e meios de comunicação sobre os direitos dos povos indígenas do Brasil e sobre a atuação de antropólogos e funcionários públicos, não refletem o conhecimento produzido no âmbito do PPG/CEPPAC, onde dezenas de publicações técnicas e científicas vem comprovar precisamente a legitimidade e idoneidade dos procedimentos de regularização fundiária de terras indígenas promovidos pela Funai, que asseguram amplamente o direito ao contraditório durante todo o processo de regularização fundiária.

Por ser esta nossa posição redigimos esta manifestação de repúdio que deverá ser imediatamente publicada na página eletrônica do CEPPAC, no mural do CEPPAC e encaminhada às pessoas, comunidades e instituições implicadas.]

Brasília, D.F., 20 de agosto de 2014

Prof. Dr. Luiz Guilherme de Oliveira

Coordenador de Pós-Graduação e Presidente do Colegiado do PPG/CEPPAC

Profa. Dra. Flávia Lessa de Barros

Diretora do CEPPAC

Prof. Dr. Camilo Negri

Prof. Dr. Cristhian Teófilo da Silva

Profa. Dra. Délia Dutra

Prof. Dr. Jacques de Novion

Prof. Dr. Leonardo Cavalcanti

Profa. Dra. Rebecca Lemos Igreja

Profa. Dra. Simone Rodrigues Pinto

Prof. Dr. Stephen Grant Baines

Mestranda Mara Palhares

Representante discente

Membros do Colegiado do PPG/CEPPAC

Link para o texto original: http://agreste.blogspot.com.br/2014/08/manifestacao-de-repudio-contra-edward.html

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