Pesquisa DataFolha não muda a ordem dos fatores e nem o resultado do produto

BRA
Candidata Marina Silva durante visita a cidade de Curitiba. Curitiba/PR, Brasil – 30/06/2010. Foto: Geraldo Bubniak / Fotoarena

Embora muitos chorem lágrimas de sangue e outros tantos queriam ver suas crendices espelhadas nos números da extensa pesquisa DataFolha os números divulgados hoje não alteraram em nada o que já está posto há meses.

Antes de prosseguir (pela enésima vez): as pesquisas são extensas, envolvendo N assuntos que vão da política, passando pela segurança de seu bairro, se você usa ou não camisinha durante o ato sexual, se o Estado Islâmico é terrorismo ou resistência e por aí vai.

Os sites e a mídia em geral optam por dar ênfase às questões políticas porque isso vende, gera curtidas, comentários e compartilhamentos, e, como tal, tem mais apelo mercadológico, daí o destaque, e a falação da cachorrada louca, à direita e à esquerda.

Ver outra intenção nas pesquisas é coisa de maluco, gente abilolada, pessoas sem os devidos parafusos numa cabeça naturalmente oca.

“Ê vida de gado, povo marcado, povo (in)feliz”.

Dilma

A recuperação a conta gotas do prestígio de Dilma Rousseff (1 pontinho aqui, 2 acolá, 3 mais logo à frente) é mais previsível que festa de natal.

É natural e esperado que ao final de 2016, ele, o prestígio de Dilma, entre em estágio de equilíbrio, ou no módulo 3/3 (33% aprovam, 33% desaprovam, 33% não sabem) ou no módulo 2/2 (+50% / -50%).

PSDB (1)

Nada espantoso o aparecimento de Aécio como líder na pesquisa. Ele continua surfando na votação do ano passado, e, apesar das derrapadas de +- 4p.p., o senador mineiro mantem-se na dianteira, mas… (mais embaixo)

PSDB (2)

Geraldo Alckmin continua no sal. Está se transformando (apesar dos esforços do tucanato paulista) num problema ao partido.

Apanha de todo mundo, de Lula a Marina.

Lula

Apesar da força junto ao povão e das bravatas recorrentes, Lula sabe que seu futuro está selado (embora ainda tenha chance de crescer).

Esse cenário já aparecida antes da convenção petista que levou Dilma Rousseff a disputar a sua própria sucessão.

Lula até pensou, mas os números recomendaram um recolhimento estratégico e envergonhado.

Marina

Espertamente a política acreana manteve-se na moita. Teceu (agora corretamente) a sua rede, atraiu “gente boa pra ela” (mais 2 petistas históricos estão às portas de trocar de casa) e aparece nas pesquisas tal qual aparecia ano passado.

Se fosse para o segundo turno contra Dilma, venceria. Como deverá vencer Lula se este for a hipótese petista em 2018 (o que não deve ocorrer).

Se for contra Aécio, a se conferir nas urnas.

Se Alckmin for o candidato tucano é pouco provável que chegue (o Geraldo) ao segundo turno.

Cenário desenhado

Ou seja, tudo fica como estava ano passado.

A única chance real de um tucano vencer o pleito de 2018 está no primeiro turno (tal qual fez FHC duas vezes).

Marina, se passar para o segundo, leva.

Ano passado, o PT (sabendo do perigo) tratou de desconstruir a política acreana.

Em 2018 quem o fará?

O PT não terá forças para isso.

O PSDB já tem pouco poder de fogo para tanto.

O problema de Marina (como já se disse por aqui outras vezes) é de duas ordens: (1) o agronegócio e seus jagunços interioranos e (2) os ambientalistas de cidades, que não gostam de mato, de índios, de quilombolas e dessas gentes pobres dos interiores.

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