Dilma precisa parar de mentir sobre o meio ambiente

A queimada
Crédito da foto: http://www.envolverde.com.br

Um desses blogueiros que auto se intitula de independente (seria pra sorrir?), mas que muitos os chamam de “chapa-branca” (creio que todo mundo conhece a expressão), disse que o Brasil “está dando show” em Paris, na COP 21.

Mesmo que tivesse, sabe-se lá por que razão (não está dando show algum), apenas o governo está desfilando uma série de contrainformações a respeito de desmatamento, do avanço do agronegócio sobre áreas virgens (especialmente na Amazônia) e das queimadas.

Em Paris (apesar de toda boa vontade diplomática) o Brasil está sendo olhado com estranhamento e desconfiança.

Mas nenhuma novidade nisso, posto mentir ser a nossa vocação.

Ainda bem que existem os próprios satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), aliás, órgão do próprio governo federal, e gente como o Imazon e o ISA – gente séria que não viaja nos devaneios ficcionais do governo brasileiro.

Parte do estado do Pará, neste exato momento, está submerso na fumaça das queimadas, que são precedidas pelo desmatamento desenfreado da floresta amazônica, cujo controle governamental é zero, para ambos os casos.

Há poucas semanas, a verde e úmida capital do Amazonas, Manaus, também passou pelo mesmo problema, pelas mesmas razões e pelo mesmo descaso governamental.

Este ano (os dados ainda são preliminares, sujeito, portanto, a revisão para mais ou para menos) o agronegócio avançou mais 23%. E a gente já sabe o que isso representa:

– mais derrubadas,

– mais queimadas,

– mais monocultura;

– mais mecanização;

– mais pesticidas;

– menos trabalho;

– mais pobreza.

Não bastasse isso tudo, temos uma enorme crise hídrica, que impacta não apenas no consumo da água (pela população, por exemplo) como também na geração de energia, já que o governo federal acelera enormemente a construção de hidrelétricas (à revelia dos direitos e das vontades de indígenas e de ribeirinhos) enquanto anda a passos de tracajá com as chamadas energias alternativas (eólica, painéis solares etc. e tal).

E que não nos deixe falando sozinho a catástrofe ambiental de Mariana/Rio Doce, muito em parte por responsabilidade da não fiscalização eficiente dos organismos federais e estaduais, e também pelo pouco caso da mineradora, uma das players, uma das “empresas campeãs” do desenvolvimentismo brasileiro empurrado goela abaixo desta Grande Terra de Tupã, a partir da ditadura militar, e muito impulsionado nestas duas décadas primárias do século 21.

Quem nos salvará da mentirada e dos discursos demagógico?

Quem sabe Tupã!

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