Crise econômica aumenta, esquerda não morre, impeachment agoniza

Louco
inversismo.wordpress.com

O Fed (o banco central norte-americano, não estatal) deve aumentar a taxa de juros.

Está se falando nisso há semanas, o Fed ainda não se decidiu, mas deverá ser isso mesmo que irá acontecer.

Se ocorrer, agrava a crise econômica internacional, e, por óbvio, a situação dos países emergentes.

A China, o principal emergente e a segunda economia mundial, também em crise este ano, busca reagir, cortando gastos e emitindo papéis no mercado para tentar reverter a situação, ou pelo menos amenizá-la.

É o único país que pode fazer isso.

Os outros países dos Brics (os principais emergentes) estão com as mãos atadas e, no geral, têm de resolver seus problemas antes que afundem.

Entre eles, a Índia está em melhor situação, crescendo pouco, mas crescendo.

África do Sul, Brasil e Rússia seguem apenas os seus rumos e tentam fazer de 2016 um ano melhor que este.

Esquerda morreu?

Tem gente dando como mortas as esquerdas na América Latina, muito por conta das derrotas recentes na Argentina e na Venezuela.

Isso é um bocado precipitado e inconsistente.

Há enormes ganhos sociais que as populações de baixa renda (classe média baixa, pobres e muito pobres) não estão dispostas a abrir mão.

O discurso que aponta para um caminho de liberalismo puro no subcontinente não tem consistência, a menos que os novos detentores do poder queiram encarar greves e rebeliões.

É mais fácil o neo-neo-liberalismo se adaptar à nova realidade que o contrário.

É claro que essa gente vai fazer um cortezinho aqui, outro ali, mas encarar a massa que tirou a cabeça para fora da toca não é coisa que se tenha coragem e disposição para se fazer.

Alguns analistas/colunistas dos meios de comunicação pregam (isso é pregação mesmo) que o governo brasileiro (“seja quem for o presidente ano que vem”) tenderá a se render ao neoliberalismo.

Dilma já disse que, passada a tormenta do impeachment, fará um governo mais à esquerda.

A presidente enxerga melhor que todo mundo.

O impeachment agoniza

A tese do impeachment de Dilma Rousseff, que nasceu moribunda, está dando o último suspiro.

Todo mundo sabe disso, embora se faça de conta que o defunto ainda não fede.

Dos principais meios de comunicação, dois deles já desembarcaram da canoa impicheira: Organizações Globo e Folha de São Paulo/UOL.

O Estado de São Paulo (“Estadão”) mantém a fleugma de senhores do café e de escravos, mas é apenas um faz-de-contas para marcar sua posição conservadora.

Ainda na ofensiva a Editora Abril/Revista Veja, mas apenas para manter mobilizada a massa impicheira das ruas e os batedores de panela das janelas.

A própria Veja já jogou a toalha, e alterna seu discurso do impeachment para a renúncia de Dilma.

É preciso ler nas entrelinhas para entender o que está acontecendo.

Quem também entrou na luta pela renúncia de Dilma foi a Fiesp, embora mantenha o discurso (de face) pelo impeachment. Veja aqui: https://afalaire.wordpress.com/2015/12/14/a-meta-nao-e-o-impeachment-e-sim-a-renuncia-de-dilma/.

De resto resta que Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está por um fio.

Seja quem for o seu sucessor, pior para Dilma não fica. Muito pelo contrário.

Quem também está na alça de mira (agora pra valer) é Luiz Inácio Lula da Silva, o que impacta na eleição presidencial de 2018, e deixa o PT sem bússola e sem rumo.

Espertamente Ciro Gomes tenta crescer no vácuo, mas ninguém gosta e confia nele.

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