Por que o assassinato de um bebê indígena passou despercebido

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João Pedro Gonçalves (de camisa azul) visitou a terra indígena em outubro de 2015 (Foto: Mário Vilela/Funai)

Na tarde de 30 de Dezembro, uma mulher da etnia Caingangue amamentava o filho de dois anos, sentada numa calçada junto à central rodoviária da cidade de Imbituba, no Estado de Santa Catarina. Eles tinham dormido naquele local juntamente com um grupo de indígenas após terem efetuado uma viagem de ônibus que durou oito horas, desde Chapecó até Imbituba, onde vendem artesanato.

No estado de Santa Catarina, o fim do ano é a época em que as praias famosas ficam cheias de turistas vindos de outras partes do país e do exterior como Uruguai e Argentina. O povo indígena vê neste fluxo de visitantes uma oportunidade para vender artesanato e gerar alguma receita. As estações rodoviárias ficam cheias de artesãos, que passam ali a noite para estarem mais perto dos clientes que chegam de ônibus.

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Desde que a América Latina se tornou um “negócio europeu” — como afirmou o jornalista Eduardo Galeano — a vida indígena sempre foi a mais barata do continente. Não é novidade, “o racismo sobre o povo indígena é histórico”, sublinha o professor Waldir Rampinelli numa entrevista à Rádio Campeche logo após a morte do pequeno Vítor.

Assim que a gente se tornou independente, para os indígenas nada mudou […] Esse preconceito contra os indígenas chega até os dias de hoje. Tanto é que matar um indígena na rodoviária de Imbituba, aparentemente, é um crime muito menor do que matar uma criança branca numa rodoviária de Florianópolis.

Leia o texto completo aqui: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/42848/por+que+o+assassinato+de+um+bebe+indigena+passou+despercebido+pelos+meios+de+comunicacao+brasileiros.shtml?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_OM_080116

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Um ódio sem classe

Nessas minhas andanças recentes encontrei uma renca de gente que já votou no PT.

Esses caras estão furiosos.

Até parecem petistas com sinal trocado.

Não dá para conversar com eles.

Mas deixemos os petistas de lado. Isso é bicho em extinção.

Logo, logo entra na lista do Ibama.

Encontrei esse tipo de gente no Maranhão, no Amazonas, aqui mesmo em Brasília, nas Minas Gerais, no Goiás e em São Paulo.

Eles não ouvem o que você diz.

Apenas vociferam.

Desfilam um ódio impressionante.

Fico sem saber como fui amigo dessa gente um dia.

Talvez eles fossem mais amenos e eu mais bobo, tolo e tonto.

Gente que até defendia os índios, querem matá-los hoje em dia, ou vibram com suas mortes violentas.

E o pior da história é que se trata de gente que está mais ou menos bem de vida.

Não pioraram e nem melhoraram nestes últimos 13 anos.

Fica difícil saber por que odeiam tanto e não gostam de dialogar.

Talvez seja mais cômodo ouvir o que querem ouvir sempre.

Mas intriga como mudaram radicalmente de opinião.

Será a velhice?

A proximidade da morte?

Talvez seja miopia. A gente vai ficando velho e perde parte da visão e também da audição.

O Brasil está bem das pernas?

Não! Não está não!

Mas onde está a lógica de que a raiva a quem está no poder tenha necessariamente de ser transferida e transformada em ódio aos 3 Ps – os pretos, os pobres e as putas (em toda extensão que essas três palavrinhas podem ter neste contexto).

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Dilma veta Projeto de Lei a favor do uso de línguas indígenas em escolas e universidades

Depois de um ano inteiro de ataques aos direitos indígenas, o Congresso Nacional aprovou no final 2015 um projeto de lei a favor da educação escolar indígena: o PL nº 5944/2013, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT/DF). O problema é que antes do ano terminar, no dia 29/12, ele foi vetado integralmente por Dilma Rousseff.

Aprovado com parecer favorável em todas as comissões do Senado e da Câmara dos Deputados, o projeto alterava a redação de dois artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para garantir que as escolas indígenas não sejam avaliadas pelos mesmos critérios das escolas dos brancos e permitir que as línguas indígenas sejam usadas não só na alfabetização e no ensino fundamental, mas também nos ensinos médio, profissionalizante e superior.

Em sua decisão, a presidente afirma que o veto é apoiado pelos ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento (MPOG) e que o PL seria contrário ao interesse público.

Leia o texto completo aqui: http://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/dilma-veta-projeto-de-lei-a-favor-do-uso-de-linguas-indigenas-em-escolas-e-universidades

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Povos Indígenas – Waimiri Atroari não autorizam linhão de Tucuruí em suas terras

Os índios Waimiri Atroari estão contestando o aval que o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), o petista João Pedro Gonçalves da Costa, concedeu ao Instituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que permitiu, em 9 de dezembro passado, a emissão da Licença Prévia ambiental à concessionária Transnorte Energia S/A, responsável pela construção de 125 km da Linha de Transmissão Manaus-Boa Vista dentro do território indígena. A maior parte do território Waimiri Atroari fica localizada no Estado do Amazonas, mas abrange também a região sul de Roraima.

Em carta enviada à presidente do Ibama, Marilene Ramos, no dia 1º de dezembro, portanto, oito dias antes da emissão da Licença Prévia, 23 lideranças Waimiri Atroari afirmam que a etnia não foi consultada previamente por João Pedro Gonçalves sobre os impactos socioambientais da obra na terra indígena. Para construir a linha de transmissão, será instalado cerca de 250 torres de sustentação, o que levará centenas de operários para dentro da reserva onde vivem mais de 1,6 mil índios considerados de recente contato pela Funai.

A consulta prévia é determinada pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o seu descumprimento constitui numa violação de direitos do povo. A OIT foi ratificada pelo governo brasileiro em 2002.

Leia o texto completo aqui: http://amazoniareal.com.br/waimiri-atroari-nao-autorizam-linhao-de-tucurui-em-suas-terras/

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