Chico acertou na mosca ao processar um zé ninguém inútil e ignorante

Zé ninguém
O zé ninguém processado por Chico Buarque de Holanda, em montagem do Diário do Centro do Mundo

O compositor, cantor e escritor Chico Buarque de Holanda resolveu processar um suposto jornalista de São Paulo chamado João Pedrosa.

Suposto porque além de não escrever até hoje em nenhuma publicação relevante, era um ilustre desconhecido até agora, metido apenas no high society paulista/paulistano e frequentador das festas e das páginas da revista Caras.

Alguma coisa contra a revista Caras?

Tudo! Ela também nunca publicou nada de relevante, se mantendo na bajulação de ricos e famosos apenas.

Cara(s) de um, focinho de outro.

Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, saudou a atitude de Chico Buarque, alinhando-a às de Luiz Inácio Lula da Silva, que, igualmente, e juntamente com familiares, resolveu levar “às barras da justiça os seus detratores”.

Acho esta analogia pobre, pois a iniciativa de Chico Buarque tem outro alcance.

Enquanto Lula e família processam gente mais ou menos conhecida e notórios adversários políticos, o compositor alveja um zé ninguém, que está submerso no que há de pior e mais retrógrado no high society da “paulicéia desvairada”.

Chico deu uma pedrada considerável nessa “camarilha” que há anos maneja a opinião pública, com um lastro que já chegou, inclusive, às classes menos abastadas deste país.

O pelintra (como se dizia antigamente) faz parte da estratégia da onda concêntrica da difamação e da calúnia.

É o cara que junta a caca obrada pela alta burguesia (que não se expõe ou pouco se expõe) levando-a à ralé, ao submundo do poder, que envolve desde o/a modelo até jornalistas, passando por gente de serviços e usos gerais.

O compositor poderia ter processado os seus detratores do Leblon, gente mais ou menos conhecida e um deles filho de um figurão da corrupção brasileira.

Não o fez.

Esperou o momento certo para alvejar um zé ninguém, mas que é esteio da bajulação dos ricos e famosos e repetidor de acusações falsas e sem sentido.

Um boneco de ventríloquo.

Nesse sentido, Chico alveja igualmente os pares/similares do pelintra, assusta a burguesia e inibe a ralé.

Repetir apenas o caminho de Lula pareceria mero ressentimento.

Chico escapou dessa com muita inteligência.

E acertou na mosca!

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