5 milhões de postos de trabalho serão cortados, mas se preocupar com isso é bobagem

Filosofia
Crédito da ilustração: Reprodução/Filosofia do Design

Os números do Fórum Econômico Mundial, com base da pesquisa O Futuro do Trabalho (veja aqui http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/01/1730644-tecnologia-cortara-51-milhoes-de-empregos.shtml), aparentam ser catastróficos, mas no fundo no fundo são irrelevantes.

A discussão sobre o avanço da tecnologia (que passa necessariamente pela robótica e pela web) e a destruição de postos de trabalho remonta aos anos 80 do século passado (no Brasil, mas provavelmente nos países de capitalismo avançado venha de mais tempo).

Esse é um caso típico do “não vai ficar pedra sobre pedra” já que abrange da agricultura/pecuária aos serviços bancários, dos esportes à indústria de transformação, da educação aos serviços gerais e ao entretenimento e à cultura.

A primeira pergunta que deve ser feita é o que são 5 milhões (na verdade 7, mas com 2 milhões de novos postos de trabalho no horizonte de cinco anos) frente a uma população mundial que continua crescendo vertiginosamente, e ora dessas bate em 10 bilhões.

De pronto, para o futuro próximo e mais longínquo, há que se entender que:

– os postos de trabalho a serem cortados se circunscrevem no âmbito da mão de obra qualificada ou semi qualificada (o que não é a realidade de todo o planeta e nem será);

– nesse nicho específico boa parte da mão de obra já está na informalidade e/ou terceirizada e/ou é temporária (isso não irá mudar nem nos próximos cinco anos, nem daqui a 100, muito pelo contrário);

– o modelo fordista de administração empresarial, que já estava sendo questionado desde meados do século passado, finalmente vai a pique;

– o discurso trabalhista (de valorização do trabalho e da seguridade do trabalhador) também está sendo pulverizado, até por conta do fim do fordismo, do qual depende.

A discussão, a partir de agora (coisa que já deveria ter sido iniciada há algumas décadas), tem de ser como as famílias e as políticas públicas vão cuidar da educação das gerações (da atual, que ainda é criança, e das futuras que necessariamente virão por aí).

Vale a pena continuar com o velho discurso de criação de novos empregos? De pleno emprego? Da relevância e da necessidade dos sindicatos de trabalhadores?

NÃO!

NÃO!

E NÃO!

Se o mundo vai ser melhor ou pior, isso é apenas uma valoração moral.

Esse mesmo choque apavorante e terrífico deve ter acontecido há 10 mil anos quando do domínio, pelo ser humano, da agricultura e dos animais (via domesticação).

Assim como o foi com o fim da Idade Média (na Europa), com a invenção da tipografia no Ocidente (no século 15) e muito, muito mais atrás com o surgimento da roda e da pólvora.

O pavor e o terror só se justificam junto àquelas pessoas apegadas ao passado, a modelos sociais e empresariais arcaicos, obsoletos e decadentes.

Para essas pessoas certamente da teorização de Marx não vá resolver nada (nem lhes trará esperança e conforto frente à nova realidade).

O preciso mudar o pensamento, a prática e a práxis ou vamos entrar numa onda de desespero e de desesperança nunca antes vistos.

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