A vida eterna e a lorota criada por alguns cientistas muito espertos

Longevo
João Coelho de Souza, com Alexandre Santana, servidor do INSS / Arquivo pessoal

Alguns brasileiros tentaram emplacar o senhor João Coelho de Souza como o homem mais velho do mundo.

Não funcionou!

João Coelho de Souza é um cearense que vive no Acre (Sena Madureira) e teria 131 anos, segundo um apressado e pouco atento servidor do INSS.

Embora o “caso” ainda esteja sob análise, o Guinness World Records, o “Livro dos Recordes“, de cara descarta tal “longevidade”.

Várias coisas não batem na história do senhor João, uma delas é o fato de ele ter obtido somente em 1974, no Acre, a sua certidão de nascimento; em Meruoca (CE), onde nasceu, não há registro de certidão de batismo; a outra é que ele teria sido pai aos 101 anos.

De acordo com a genética, é pouco provável que homens nessa idade ainda produzam espermatozoides.

Até o caso do pintor Picasso, pai aos 91 anos, é colocado em dúvida pela ciência.

Pesquisas

Fale-se o que se falar do Guinness Records, mas a instituição leva a sério as suas pesquisas (sejam elas quais forem).

O caso do longevo brasileiro foi parar no Gerontology Research Group (Grupo de Pesquisas de Gerontologia, em tradução literal, e GRG, na sigla em inglês), mas de acordo com Robert D. Young, diretor responsável pela área de pesquisa de “supercentenários” do instituto, ”é 30 vezes mais fácil alguém vencer a Powerball Lottery (a superloteria norte-americana) que viver até os 131 anos“.

Para Young há um mito sobre a longevidade que persiste em países onde boa parte da população não foi registrada na época em quem nasceu.

No Brasil (por exemplo) uma significativa parcela da população que se diz com 110 anos não a tem, explica Young.

O GRG traz ainda outra informação bastante relevante: o limite de vida do ser humano está em 110 anos. Mais mulheres do que homens costumam ultrapassar essa barreira, como, por exemplo, a francesa Jeanne Louise Calment, que morreu aos 122 anos.

No geral, diz Young, as pessoas “supercentenárias” costumam morrer exatamente nessa idade.

Vida eterna

Os estudos do GRG são importantes porque destroem um outro mito, criado por alguns cientistas espertalhões e ávidos por ganhar muito dinheiro em suas clínicas, o de que um dia (segundo eles, próximo) será possível encontrar uma saída para a vida eterna.

Lorota!

No universo tudo é finito,

Mesmo que a ciência consiga alongar ao máximo a vida do ser humano, mais cedo ou mais tarde todos nós pereceremos, posto que o próprio universo seja finito.

Leia também:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160115_homem_acre_ab

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