Bater panelas e não ouvir a presidente é um tipo de insanidade

EhaDilma
Crédito da foto: agencia2.jornaltijucas.com.br

Vou ser recorrente em alguns pontos iniciais, mas sempre me socorro da recorrência quando ela é necessária.

Goste-se ou não de Dilma Rousseff, ela é a presidente do país no qual vivemos.

Útil ou inútil é sempre melhor ouvi-la (até para criticá-la e contestá-la) do que dar ouvidos às baboseiras que circulam pelo whatsapp e em outras redes sociais.

Levar a sério o que circula pelo whatsapp e outras redes sociais é um tipo grave de insanidade.

Não, não morro de amores pela Dilma Rousseff (esta é a segunda recorrência) embora tenha votado nela as duas vezes nas quais foi candidata à presidência da república.

Não gosto do Estado (eis a terceira recorrência), mas não tem como admitir que não vivemos em um.

Então, se não gostamos dele vamos tratar de desmontá-lo, mas só podemos desmontá-lo por dentro, vivendo nele, e não é batendo panelas que vamos fazer isso, e muito menos colocando para chefiar o Estado gente como o Aécio Neves ou o Jair Bolsonaro.

Núcleo Bandeirante

A quarta recorrência é sobre o Núcleo Bandeirante aqui em Brasília.

Vou ser sintético: trata-se de um espaço de gente remediada e de pobres.

Em outros panelaços contra a Dilma não ouvi ninguém fazendo esse tipo de idiotice (embora válida e democrática) aqui no Núcleo.

Hoje uma senhora estava batendo panela durante o pronunciamento de Dilma Rousseff e como o esperado gritando “fora Dilma”.

Era uma batição e uma gritaria de dentro do próprio apartamento, aqui no prédio onde moro, ambas meio abafadas.

As pessoas que chegavam do trabalho e estacionavam o carro tentavam descobrir o que estava acontecendo e de onde vinha a barulheira.

Inicialmente confundi o “protesto da vizinha” com os esforços de alguém que queria fazer o seu carro pegar.

Dose dupla

Gritar e bater panela no exato momento em que Dilma Rousseff pedia a união e os esforços de todos para combater Aedes aegypti é estupidez em dose dupla.

Mais cedo nas redes sociais alguém estava indignado com o assassinato de um pai de família (de classe média) defronte a uma escola aqui no DF.

É justa a indignação, mas culpar o Estado por esse tipo de desvio de comportamento é outro tipo de idiotia.

Inda mais acompanhada das velhas (e recorrentes) promessas de deixar o país.

Não me lembro dessa gente indignada com as várias mortes de índios (só vou citar índios mesmo) que já ocorreram apenas este ano no Brasil.

Não sei o que essa gente toda quer.

Talvez queiram um mundinho feliz e sorridente, tipo comercial de pasta de dentes.

Não vão ter.

Se vão sair do país, porque a zika está nos azucrinando a vida, porque a Dilma é incompetente, porque um pai de família (de classe média) foi morto defronte a uma escola por um bandidinho mequetrefe, sugiro que não mudem de país, mas de planeta.

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