Brasil de volta a 1640, o ano da Restauração

A restauração
Reprodução – http://www.estudopratico.com.br

O que pretendem a oposição (muito especialmente o PSDB e o DEM) e os indignados de classe média, batedores de panela e disseminadores de histórias mal contatas, meias verdades e mentiras inteiras?

Levar esta Grande Terra de Tupã ao modelo neoliberal que está fazendo água em todo o planeta, ao ponto de possibilitar até a chegada à Casa Branca de um socialista como Bernie Sanders?

É nossa Restauração, 376 anos depois da portuguesa?

Pode-se alegar, a título de defesa, que a classe média, o vulgo letrado e com acesso a bens, é ignorante, e é, para não perceber que ela está ajudando a empurrar o Brasil para o precipício e a deslocá-lo para um novo ciclo de dependência ao capitalismo central.

Pode-se alegar, a título de defesa, que substancial parte da classe média é jovem e ignorante de história, de sociologia e de política. E é!

E aqui, especialmente, não é difícil perceber o tamanho da ignorância: basta ver o que essa gente jovem escreve nas redes sociais e o que fala em suas reuniõezinhas e encontros sociais.

Mas não se pode usar esse mesmo argumento, o da ignorância, o do desconhecimento profundo, para o PSDB e para o DEM.

Essa gente sabe muito bem o que está fazendo: está tentando nos levar ao mesmo destino a que foi levado Portugal com a Restauração de 1640 e muito especialmente aos “acordos comerciais (que) abriram caminho para a assinatura do Tratado de Methuen, em 1703, e que consagrou (consagraram) em definitivo o domínio econômico da Inglaterra no mundo português” (http://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/restauracao-portuguesa).

O perigo

Daí o perigo de 2018.

O perigo de retornar (restaurar) um grupo político que teima em viver, não no alvorecer do neoliberalismo (1930), mas sim nos meados do século 17, em Portugal.

A questão que se tem de discutir, especialmente no meio das camadas mais pobres e nos movimentos sociais, se nos é oportuno deixar que o país dê essa guinada, e destrua todos os avanços sociais nacionais, muito mais importantes que bolsas famílias, mais médicos etc. e tal.

O que faremos então ali pelo início do segundo ano da restauração brasileira?

Vamos às ruas protestar, parar o país com greve pontuais, setoriais e gerais?

Pra que?

Pra que tanto esforço se podemos frear a aventura restauradora já e agora, e especialmente na eleição de 2018?

Leituras complementares:

http://www.coladaweb.com/historia-do-brasil/restauracao-portuguesa

http://cartamaior.com.br/?/Editorial/O-que-Sanders-tem-a-dizer-ao-PT-e-a-classe-media-brasileira-/35462

http://cartamaior.com.br/?/Especial/Bernie-Sanders/214

http://cartamaior.com.br/?/Especial/Bernie-Sanders/Os-equivocos-do-PT-e-o-sonho-de-Lula/214/35459

http://cartamaior.com.br/?/Especial/Bernie-Sanders/O-cerco-a-Lula/214/35446

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