Sério! Quem confia nas redes sociais?

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Reprodução/Pesquisa Google

As redes sociais funcionam no imaginário popular tal qual aqueles filmes de Hollywood nos quais meninos imberbes e meninas que ainda não menstruaram roubam aviões da força aérea norte-americana e vão ao oriente médio (sic) salvar os pobres papitos sequestrados pelos malvados dos terroristas islâmicos.

Ou tal qual aquela dona de casa que caça pelo mundo, à revelia da (inoperante?) polícia, o estuprador de sua filhota.

A chance de que um troço desse dê certo é igual a ZERO.

É uma doce ilusão da indústria de entretenimento para lançar um pouco de aventura na cabeça de gente comum, insossa e que passa a vida sem fazer nada de relevante ou de notável.

A maioria sai da sessão de cinema se achando um centurião romano após um longa batalha (vencida) contra os bárbaros.

É assim também com as redes sociais enquanto provedora e difusora de informação.

Só uma pessoa muito tosca pode crer que as redes sociais são um meio eficiente de informação.

Doce ilusão!

Na contramão dessa bobagem simplista e minimalista, jornalistas (conforme mostra o estudo do Charlottre Fagerlund) recuperam a prática da informação (eletrônica) feita com profissionalismo e competência.

“Newsletters eletrônicas ressurgem graças à curadoria de notícias”

[Um estudo feito por uma jornalista sueca Charlotte Fagerlund mostra que duplicou em menos de um ano o número de jornalistas especializados que passaram a produzir newsletters por correio eletrônico.

A ressurreição das newsletters eletrônicas está sendo motivado pela crescente prática da curadoria de noticias por profissionais do jornalismo.

O estudo foi patrocinado pela London School of Economics (LSE) , pela Journalist Fonden (sueca) e pelo grupo de pesquisa Polis sobre mídia e comunicação da LSE.

As razões apontadas pelo estudo para a volta das newsletters via correio eletrônico são as seguintes:

  1. a) A maioria dos internautas usam mais o correio eletrônico do que as redes sociais. Nos Estados Unidos, 88% dos usuários da Web acessam o seu e-mail pelo menos uma vez por semana, contra 75% dos que acessam as redes sociais no mesmo período. Na Suécia, as proporções são de 94% e 70% respectivamente. 25% dos americanos acessam notícias via e-mail. (As fontes das pesquisas estão no informe da LSE);
  2. b) Jornalistas e pesquisadores especializados que praticam a curadoria de noticias não confiam no algoritmo do Facebook e preferem ter contato direto com seus clientes;
  3. c) A pesquisa mostrou que o correio eletrônico continua sendo uma das três ferramentas mais usadas na internet, junto com redes sociais e mecanismos de busca, com a vantagem de que é o único onde o autor tem controle total sobre os conteúdos disseminados.

O acesso ao resumo executivo da pesquisa está disponível no endereço http://www.lse.ac.uk/media@lse/Polis/documents/Back-to-the-future—Email-Newsletters-as-a-Digital-Channel-for-Journalism.pdf

Link para o texto no original: http://observatoriodaimprensa.com.br/curadoria-de-noticias/newsletters-eletronicas-ressurgem-gracas-a-curadoria-de-noticias/ (curadoria de notícias / Novas tendências na internet / Observatório da Imprensa).

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