Mãos bem brasileiras que embalam a ditadura de Angola

Angola
Crédito da foto: brasilangola.rodaviva.org.br

O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola, em 11 de novembro de 1975, em plena ditadura militar brasileira, que passava ligeiramente dos 11 anos.

O Brasil sempre teve sonhos hegemônicos com relação à África.

Afinal, africanos são componentes fundamentais da cultura e do desenvolvimento brasileiro.

Mas não se pode guardar ilusões a respeito das intenções brasileiras em África e em Angola.

O que o Brasil sempre buscou foi crescer e influenciar além-mar, rumo à África e às suas riquezas (imensas) naturais.

Com a chegada do Partido dos Trabalhadores (PT) ao poder, a gana brasileira foi elevada ao “estado da arte”, especialmente em Angola, como se pode ver por esta excelente matéria da agência de notícias Pública.

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Em Angola, a Odebrecht no espelho

Do seu amplo escritório no oitavo andar do prédio que sedia a operação da Odebrecht em Angola, Antônio Carlos Dahia Blando observa, numa manhã de setembro de 2015, as avenidas circulares do bairro de Talatona, a zona sul de Luanda, apinhada de Toyotas 4×4 prateados que margeiam os prédios de luxo, envidraçados, ao lado dos quais um exército de gruas anuncia os empreendimentos que estão por vir. “Luanda Sul é nossa criação”, diz. Pouco antes, ao chegar ao local, o executivo solta galanteios a todas as funcionárias – faz piadinhas, beija as mãos da secretária, faz questão de tomar os braços da jornalista – enquanto avisa: “Tenho que sair às 11h30, reunião com o ministro da Administração do Território. Um homem muito bom, muito capaz mesmo”.

Continue lendo: http://apublica.org/2016/02/em-angola-a-odebrecht-no-espelho/

Leia mais: Medo e controle em Angola

Assista à websérie: É proibido falar em Angola

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A equação brasileira

Lula em Angola
Reprodução: Veja / Editora Abril

A mão amiga do Estado brasileiro sempre foi determinante na estratégia angolana da Odebrecht. Não fosse o apoio da ditadura e dos governos subsequentes – que garantiram financiamentos de pelo menos US$ 4,5 bilhões nos últimos 30 anos –, a empresa não teria conseguido se alçar ao núcleo de confiança de José Eduardo dos Santos. “Todo mundo sabe que a Odebrecht é a multinacional favorita do presidente”, resume o jornalista investigativo Rafael Marques.

Durante os 20 anos que durou a construção da hidrelétrica de Capanda, principal marco histórico da presença da empreiteira em Angola, quatro presidentes brasileiros visitaram o país e louvaram o empreendimento, com direito a grande destaque na imprensa local. A obra recebeu financiamentos superiores a US$ 1,5 bilhão, segundo o estudo de doutorado de Joveta José, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Continue lendo: http://apublica.org/2016/02/a-equacao-brasileira/

Veja também:

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