Petróleo (o nosso santo graal): sempre ele

Amazonia Peruana
Crédito da foto: http://www.oeco.org.br

A rigor nem era preciso repetir a abertura do texto anterior, mas ela será repetida logo abaixo em itálico.

A rigor também não se pode classificar o presidente peruano, Ollanta Humala, como um populista de esquerda, posto ser ele apenas um populista e um baita demagogo.

Humala fundou em 2005 o Partido Nacionalista Peruano (PNP), supostamente de esquerda, e com ele montou um ajuntamento com outros partidos para vencer as eleições; ajuntamento esse que ganhou o nome de Gana Perú.

O simpático PNP está envolvido em escândalos de corrupção, assim como a esposa de Humala, Nadine Heredia, está no petrolão (brasileiro).

Bons amigos!

Governos populistas de esquerda na América Latina (o Brasil, por exemplo) tentam inserir seus países num capitalismo tardio, via o pior que há no liberalismo econômico: a venda de matéria-prima (commodity) para os países centrais do capitalismo, o que aumenta a dependência da periferia a estes, perpetua a miséria e afronta os direitos humanos.

De fundamental é que “povos originários” vão sendo destruídos, suas riquezas (naturais), dilapidadas, e suas culturas, subalternizadas.

O Equador em nada se difere do Brasil, nem mesmo na destruição da Amazônia.

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“Amazônia peruana entra em estado de emergência por vazamentos de petróleo”

[O governo do Peru declarou nesse domingo (28) estado de emergência em 16 comunidades da Floresta Amazônica devido a vazamentos de petróleo na região de Loreto, no Nordeste do país.

A medida, anunciada no Diário Oficial peruano e que envolve ajuda humanitária às comunidades e assistência nas operações de limpeza, vai vigorar por 60 dias. A decisão é tomada mais de um mês depois de ter sido registrado um derramamento de petróleo no distrito de Imaza, com população de 23 mil residentes.

Um segundo vazamento foi registado no dia 3 deste mês no distrito de Morona, que tem nove mil habitantes. Nos dois distritos, os moradores são predominantemente indígenas.

Os vazamentos ocorreram em partes de um oleoduto construído nos anos 1970 e gerido pela companhia estatal PetroPeru, que distribui petróleo a partir da floresta, pelas montanhas dos Andes, até as refinarias, por meio de longa rota na costa norte peruana.

Segundo especialistas ambientais, os derramamentos devem-se à deterioração da infraestrutura. A PetroPeru foi multada em US$ 3,6 milhões pela falta de manutenção do equipamento.

No início deste mês, o governo considerou situação de emergência na área de saúde na região, pelo fato de o petróleo ter poluído os rios que fornecem água potável aos distritos afetados.

Um grupo defensor dos direitos dos indígenas informou que desde 2010 ocorreram 11 vazamentos de petróleo na região amazônica do Peru.]

Link para a matéria no original: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-02/amazonia-peruana-entra-em-estado-de-emergencia-por-vazamentos-de (com agência Lusa).

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