Que manifestação é essa?

POlista
Alteração/Manipulação de foto do site UOL

Além de sexo e uísque gosto de mais duas coisas: de ouvir as vozes da rua e dos detalhes.

Por gostar das vozes da rua deveria ter gostando das manifestações de hoje, que, segundo a Folha de São Paulo, pelo menos na av. Paulista, foram maiores que as pelas Diretas Já.

Vá… tirando os exageros para mais e os exageros para menos, as manifestações de hoje (em todo país) foram razoáveis, mas como as outras, com menos manifestantes na relação com o número de habitantes do país: 204 milhões.

Exagerando, exagerando, não se juntou (em todo país) 3 milhões de pessoas. Um número pífio.

Esse já é um detalhe (e importante!).

Onde está o restante dos brasileiros (indignados?).

Se eu fosse os anti estaria preocupado.

Manifestação não é eleição, e eleição com esse punhadico de gentica não muda a ordem das coisas (que eles querem mudar).

Esse é outro detalhe.

Detalhe ou detalhes também é/são que as mensagens reivindicatórias ou reivindicativas continuam desconexas.

Cada um fala uma coisa que não tem nada a ver com as outras coisas.

Se eu fosse os anti estaria preocupado.

Mais um detalhe: apareceram (pelo menos assim os meios de comunicação estão registrando) alguns artistas mais ou menos famosos nas manifestações (pelo menos no Rio e em São Paulo).

Mas também foi um punhadico, e de gente desimportante, tipo Márcio Garcia e Suzana Vieira.

Se essas figuras nem conseguem fazer os trabalhos a que se propuseram de forma competente quem vai acreditar na importância da participação deles nessas manifestações?

Creio que quem tenha mais de dois neurônios funcionando não irá.

Sinto dizer, mas é por aí mesmo.

Como costumava dizer minha sempre mui educada mãe: “eles falando e um burro cagando” tanto faz, como tanto fez.

Detalhões

Mas o grande detalhe, que se faz de vários detalhes (importantes) para formar um detalhão é que a maioria dos protestantes continua sendo gente de classe média, branca e já naturalmente refratária a alguns (por mais pífios que sejam) avanços sociais, como cotas universitárias e regulamentação da profissão de empregados domésticos, por exemplo.

Mas este país não é um “país de pretos” (52%) e de maioria pobre, empregada ou subempregada ou desempregada (coisa de 75%)?

É antipatia minha? Esquerdismo (sic) meu?

Eu não apostaria nisso.

Se você quiser apostar em mim, eu lhe sugeriria que apostasse no meu poder de observação e na minha capacidade de ouvir as ruas.

E (sem modéstia nenhuma que eu não sou disso) eu sou um bom observador e, para infelicidade geral da nação, não costumo errar.

Vi uma porção de gente fantasiada de bandeira do Brasil pelas ruas de São Paulo, e no aeroporto de Congonhas, onde amargurei 3 horas de atraso de meu voo para Brasília, mais uma porção de gente fantasiada de bandeira do Brasil.

Todos branquinhos, alguns até cheirosos (o que é estranho para uma pós manifestação) e com roupas e calçados caros ou mais ou menos caros.

Eu avisei acima que eu gosto dos detalhes, e não costumo deixar passar nada.

Mas o detalhe que não passa mesmo é a ausência dos 3 Ps – os pretos, os pobres, as putas.

Sei não…

Nem sei se isso é um bom indício de que a Dilma não irá cair, que o Lula não será preso e que o PT não vai acabar.

Apesar das minhas observações dos detalhes não posso concluir nada disso.

Mas a única coisa que acho é que desse jeito os anti não vão pra lugar algum e vão ter uma puta de uma surpresa e não vai demorar muito.

E se eu fosse eles, eu estaria preocupado.

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