O problema para o PT é o que vem depois

POlítica publica
Crédito da foto: acritica.uol.com.br

Continuo na minha expectativa/previsão de sempre: Dilma não cai e o PT ainda tem, sim, chances de manter-se no poder central a partir de 2019.

Óbvio, no entanto, ser necessário registrar que a situação do governo Dilma Rousseff é calamitosa, o PT está estraçalhado (apesar da razoável manifestação de ontem), a possibilidade do impeachment se agiganta e a tese da renúncia da presidente ganha, a cada dia, mais consistência.

Antes de prosseguir cumpre também lembrar que a capacidade da comunicação do governo com a população beira a zero e que os últimos movimentos de Dilma e de Lula são um desastre completo, somente aceitos pelo que restou da militância fanática do PT.

Dia seguinte

Ocorra o que ocorrer (de negativo para o Partido dos Trabalhadores), a queda prematura da presidente ou a derrocada na eleição presidencial de 2018, a situação deve se complicar ainda mais, muito em conta pelo desmonte do discurso salvacionista-messiânico do lulo-petismo.

Dão-se como verídicos e inquestionáveis os avanços conquistados “pelos pobres” especialmente nos dois governos de Luiz Inácio, “verdades”, aliás, referendadas pela maioria da população brasileira (não podemos nos esquecer de que Lula saiu do governo com uma aprovação superior a 80%) e por boa parte dos organismos internacionais.

Mas isso tem consistência?

Aparenta que não.

Ninguém deve se iludir entendendo que a posição no poder (seja qual for ela) irá demolir os programas sociais como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Mais Médicos etc. e tal, que não vai não.

Ninguém é maluco a esse ponto, e como já se registrou por aqui, uma ação como essa botaria a pique o novo governo em menos de um ano.

Estratégia

Mas também ninguém deve se iludir com a oposição, especialmente com o PSDB.

Trata-se de gente competente, capaz, profissional e maquiavélica.

Mas de onde tiraria o (suposto) novo governo munição para derribar de vez a aura messiânica-desenvolvimentista do lulo-petismo?

Do próprio governo lulo-petista.

Do IBGE, do Ipea, dos estudos patrocinados pelos ministérios e aqueles das universidades federais (mas não só).

É lá que estão os números e as informações de que a história da mobilidade social não foi bem essa, de que o Pronatec não funcionou como se esperava, de que o desmonte da indústria de transformação nacional começou ainda no início do primeiro governo Lula, de que o (suposto) investimento na saúde pública (incluindo-se a importação de médicos estrangeiros) não conteve a sua deterioração, de que o meio ambiente brasileiro foi destruído pelo agronegócio… e vai por aí.

Se você fosse oposicionista não usaria, assim que chegasse ao poder, essas informações todas para demolir de vez o discurso petista?

USARIA! Assim como irá usar (se chegar ao poder) a oposição.

Viva o suficiente para ver e assistir a isso tudo.

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3 comentários sobre “O problema para o PT é o que vem depois

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