Brasil sofre de demência senil profunda

Demencia
Crédito da ilustração: http://www.dicasdesaude.info

Mas não sejamos provincianos e rasos:

– em alguma medida, toda a população do planeta sofre desse mal, mas, como estamos por aqui, vamos falar apenas do comportamento de sociedade neste momento tão conturbado da vida política nacional;

-a palavra “profunda” foi colocada no título por conta e risco do autor; posto que deva ser ela imprecisa e de não-uso pela medicina (pelo menos no sentido proposto pelo título).

Para ler mais um pouco sobre demência senil eis aqui dois links iniciadores: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/18230-demencia-senil-entenda-quais-tipos-de-demencia-podem-afetar-os-idosos e https://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%AAncia

Há quem se insurja e fique amuada com essa discussão toda sobre política que rola na mídia, nos almoços familiares, nos encontros em bares e restaurantes e nas redes sociais.

Uma bobagenzinha de gente alienada que teima em querer ver a vida passar modorrenta e sem atropelos outros, como se isso fosse possível.

Melhor um único maluco (isso é sim juízo de valor) berrando palavras desconexas pelas ruas que milhões gastando a vida na frente da TV, em supermercados e a passar as férias em praias poluídas e violentas, sem querer dar conta do que acontece em seu entorno.

Mas, portanto, se há desconexão no discurso, eis um problema e dos mais sérios (outro juízo de valor) a ser visitado.

De malandragens e insanidades

É correto reconhecer que pelo menos parte do discurso que incendeia o país foi adrede arquitetado, venha ele de que lado vier.

Também é correto reconhecer (e isso todo mundo já sabe também) que a maioria assimila o discurso, usando-o ao seu gosto e prazer.

Reflexão não é uma boa palavra para se usar neste caso.

A demência que se apossou das mentes brasileiras faz surgir santos que depois viram demônios em questão de horas, às vezes até de minutos.

Não é preciso alongar a lista aqui da qual já fazem parte Lula, Joaquim Barbosa, Moro, José Dirceu, jornalistas, artistas cênicos e globais.

É guerra

Estamos numa guerra não-desumana, na qual a única vítima é exatamente a maioria que apenas repete slogan e verdades absolutas, mesmo que essas verdades sejam mutáveis e passageiras.

Creio ter sido o jornalista Luiz Caversan quem disse em artigo recente na Folha de São Paulo que o país está às portas de adoecer.

Só que não está às portas do “sanatório geral”, já está em seu interior e faz um bocado de tempo.

Há remédio?

Deveria, mas nas prateleiras do depósito do hospício não se vê nenhum.

Assim como não se vê nenhum médico por perto, enquanto o paciente está quedado, de borco, numa imensa poça de lama fétida.

Quedado, de borco e inconsciente do futuro fedido que está legando à sua descendência.

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