A vida como ela é em tempos confusos

OLaraqpio
Crédito da ilustração: sitededicas.ne10.uol.com.br

Ascânio, meu amigo, foi preso acusado de roubo.

Na delegacia apanhou dos PMs e foi interrogado pelo delegado.

Ascânio negou tudo do começou ao fim.

Disse que nunca foi ladrão, negou que morasse na casa onde foram encontradas as mercadorias surrupiadas e até que fosse filho de dona Armênia, a sua mãe.

Ascânio disse não saber como parte da mercadoria roubada foi parar em seu quarto e onde conseguira as peças de roupas roubadas que usava quando foi preso.

Ascânio era bem-quisto na comunidade.

Dava esmola aos pobres, ajudava velhinhos a atravessar a rua e mandava rezar missa para os mortos.

Julgado, Ascânio foi condenado a 5 anos de prisão.

Sua pena foi agravada, pois Ascânio arrombou a porta do armazém do seo Armando e, ao fugir, agrediu com uma barra de ferro o segurança Jesus.

A maioria dos comunitários viu por bem rever o conceito que antes tinha sobre Ascânio.

Outros buscaram justificar o roubo com complicadas teorias sociais.

Alguns o apoiaram, dizendo que a justiça só age em casos de ladrõezinhos mequetrefes.

Uma minoria disse que o roubo (se houve) não invalidava as boas ações de Ascânio.

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