Manifestação contra nomeação de Lula fez mais por Dilma que a militância petista.

Sai LulA
Crédito da foto: http://www.bocaonews.com.br

Ensandecida pela iminência da prisão de Luiz Inácio pela Operação Lava Jato a militância petista foi à luta em manifestação (dia 18), adrede preparada e travestida de luta contra o golpe.

Vídeos registrados por TVs nordestinas devastam o problema:

– em Maceió, um militante em cima de um carro de som despejava toneladas de medos na população, dando conta de que, no poder, a oposição fulminaria todos os programas sociais implantados pelo governo petista;

– em Natal, militantes, arrastados de ônibus desde Touros (a 84,4 km da capital potiguar), não sabiam explicar a razão de estarem na manifestação.

O que foi

No dia 16, Dilma Rousseff anunciou Luiz Inácio como novo chefe da Casa Civil de seu governo.

A reação foi imediata com buzinaços, apitaços, batições de panelas e o sempre esperado desvario agressivo nas redes sociais.

A parti daí o Brasil assistiu a um repeteco dos occupy norte-americanos, especialmente com vigílias em São Paulo e Brasília.

A reação petista (já previamente agendada) aconteceu no dia 18, tendo como moeda de face ser um contraponto às manifestações do dia 13.

Mas o discurso (dissimulado) era todo em defesa de Lula e de seu legado.

Até o ex-presidente apareceu (não deveria, pois ainda era ministro nomeado) à manifestação.

O que pode ser

Acossada pelo descontentamento das ruas, a presidente Dilma Rousseff deu ontem meia volta, limando Luiz Inácio da Casa Civil e efetivando Eva Chiavon, que entre outras qualidades tem as mesmas da presidente: durona, intransigente e honesta.

O meia volta de Dilma Rousseff pode sinalizar que a presidente resolveu tomar seu destino nas próprias mãos, cercando-se de gente com seu perfil e de absoluta confiança.

A presidente sinaliza ainda que deverá ir mais às ruas para mostrar mais serviço à população e sair de seu isolamento no Palácio do Planalto.

É um início que necessita, porém, de outros passos mais concretos.

Embora cresça a impressão de que a presidente possa sofrer impeachment ou ser cassada pelos tribunais nas próximas semanas, neste momento (pelo menos) Dilma Rousseff começa a respirar fora dos aparelhos.

Para avançar e se consolidar, Dilma precisa partir para dentro da classe média insatisfeita e da classe empresarial que prega o golpe.

Limar Luiz Inácio, da Casa Civil, já foi um passo importante.

Mostra que ela ouviu mais as ruas insatisfeitas com seu governo do que a militância de seu partido.

Resta, agora, usar a última bala do tambor de seu revólver: livrar-se definitivamente de Luiz Inácio e deixá-lo que se vire nos tribunais.

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