Governo de Temer resistirá por quanto tempo ao armagedon?

Temer
Crédito da foto: http://www.capitalteresina.com.br

Vinicius Torres Freire (Folha de São Paulo/site UOL) é um daqueles jornalistas-pessimistas, aos moldes de seu colega de casa, Clóvis Rossi.

Trata-se de gente que não vê sentido e utilidade na existência, e se não veem, apenas enxergam o que há de pior na sociedade e no mundo.

Apesar da negação em crenças e nos valores da sociedade, trata-se de gente profundamente religiosa (há como se escapar da religião?), religiosidade professada na negação (a contra face da afirmação; ou seja, um dos lados da mesma moeda existencial).

Vinicius Torres passou parte de sua atual existência a fazer críticas ácidas ao governo de Dilma Rousseff e à economia brasileira.

Não sem fundamentos, diga-se.

Trata-se de um jornalista competente, que não costuma gastar palavras, mas sim ancorá-las em dados e fatos constatáveis.

Mas em seus textos desse período era possível antever que o fim (do modelo petista de governar e de seus reflexos catastróficos para os brasileiros) estaria próximo.

De alguns dias para cá, Vinicius Torres antecipa-se, novamente, e agora pergunta o que será do país num (eventual) pós-Dilma Rousseff.

Hoje foi mais longe, ao buscar especular por quanto tempo o (eventual) governo de Michel Temer, o ainda vice, duraria.

Vinicius Torres não trilhou o caminho incendiário de Guilherme Boulos (o ativista e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) que promete superar o armagedon petista, caso Dilma caia do Planalto.

Apenas acha Vinicius Torres, com boa dose de razão, como este autor (que já expos isso em texto anterior), que o sucessor de Dilma (via queda da presidente), seja Temer ou qualquer outro, não chegará a paraíso algum, inda mais tendo como atalho o Palácio do Planalto.

E não irá por motivos bem apocalípticos:

– não apagará as fissuras políticas do republicanismo brasileiro;

– não domará a economia assim num piscar de olhos.

Talvez a população brasileira, ainda perplexa, dividida entre a euforia e a raiva, dê lá uma trégua de três, quatro meses ao sucessor e a ela mesma.

Mas e depois, quando a conta chegar para ser paga?

Notas complementares

Apocalipse – discurso assustador, obscuro ou profético; grande desastre; cataclismo; hecatombe.

Armagedon – local descrito na Bíblia onde irá decorrer a batalha final entre o exército de Deus e Satanás e seus servos.

Hedonismo – determinação do prazer como o bem supremo, finalidade e fundamento da vida moral; dedicação ao prazer dos sentidos, fundamento de todos os prazeres espirituais.

Niilismo – redução ao nada; aniquilamento; não existência; ponto de vista que considera que as crenças e os valores tradicionais são infundados e que não há qualquer sentido ou utilidade na existência.

Pessimismo – tendência para ver e julgar as coisas pelo lado mais desfavorável; disposição de quem sempre espera pelo pior; caráter de doutrina metafísica ou moral, segundo a qual os aspectos maus ou negativos da existência superam os bons ou positivos, concepção que teve uma de suas expressões mais radicais no pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenhauer 1788-1860 e em seus seguidores.

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