Uma ponte para o futuro do PMDB tem buracos e fissuras e uma Dilma abandonada

A ponte
Crédito da foto: deliciadeblog.com

O PMDB está correndo para tentar um recapeamento ou pelo menos para fazer uma operação tapa-buracos na sua ponte.

O serviço está sendo comandado por Moreira Franco, que já foi bi-ministro de Dilma Rousseff, e, óbvio, sob a supervisão de Michel Temer, o vice de Dilma Rousseff.

Não se pode acusar o PMDB de traição, pois ele nunca trai os seus propósitos.

Se chegar ao poder, como almeja, o PMDB não terá as ruas repletas de gente vestida de verde-amarelo e nem batições de panelas em sacadas e janelas e nem buzinaços e apitaços.

O que essa gente que se acha ordeira e legalista quer é apear o Partido dos Trabalhadores do Palácio do Planalto.

O futuro, portanto, não será uma trégua, mas sim de aval.

Se Temer tiver de enfrentar algum tipo de descontentamento, esse descontentamento deverá vir do petismo e de seus apoiadores.

E será visto, por óbvio, como uma tentativa de desestabilizar o país.

Golpe, via impeachment

Nem se gosta por aqui da campanha que se alastra (devagarinho, sem muita convicção e de pouca sustentação) dando conta de que haja uma conspirata ou um golpe para derribar o petismo do Planalto.

O que se busca usar é um instituto constitucional, o impeachment, que aliás já foi usado diversas vezes pelo próprio PT contra Collor e Itamar e FHC.

Se os argumentos dos derrubadores de hoje são sólidos ou não, isso é coisa para se ver no âmbito do STF e em suas quase modorrentas e longilíneas sessões de julgamento.

Apostaria uma caixa de palitos de fósforo que o impeachment não passa e nem tem como passar pelo crivo das senhoras e dos senhores ministras/os do Supremo.

Jogando nisso, Dilma Rousseff já disse n vezes que não se apeia do poder e não vai repetir Collor.

A presidente vai pagar para ver, mesmo que tenha de tocar o país aos trancos e barrancos, à revelia do Congresso Nacional.

Não deixará de ser uma medida sensata, pois pela “casa das leis” ela já não transita mesmo.

Velhos truques

Aqueles que querem apear Dilma (quer dizer, o PT) usam de velhos expedientes  tão corriqueiros num país no qual  não se costuma pensar e nem refletir.

Na mesa da jogatina está exposta a carta do moralismo (dos outros), identificada por sinais de incompetência e de corrupção.

Na manga do jogador, escondida, está a carta para “bater o jogo”: o liberalismo.

E é por aí que chegamos à ponte do pemedebismo.

Pênsil

Além de buracos e fissuras, a ponte futurista do PMDB é pênsil, sustentada por cabos inseguros, corroídos e frouxos.

Em matéria repetida no jornal Folha do São Paulo (PMDB prepara ajuste para cortar para cortar subsídios e diminuir gasto público), o Estadão desvenda aquilo que não é mistério:

‘As medidas agora em discussão tratam da revisão de gastos na área social e uma nova política para essa área. Estão em debate um leque amplo, que inclui fim de subsídios, revisão na abrangência de programas sociais, mudanças na concessão de bolsas de estudos e até alternativas para tornar o SUS mais eficiente.’

‘No documento “Uma Ponte para o Futuro”, o partido tratou de temas como reforma do orçamento, privatizações e abertura comercial.’

‘Haveria regras mais rígidas para o Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil. “O Fies é eficaz, mas precisa de meritocracia”…’

Nem precisa desenhar!

Matheus Pichonelli, no site Yahoo (O desembarque tardio do PMDB e o triunfo do achaque), aprofunda o texto do Estadão:

‘Havia (em 2014) um candidato favorito do chamado mercado para implantar o alardeado ajuste, mas ele não se elegeu. Dilma Rousseff, em seu segundo mandato, até tentou vestir o figurino, mas este não lhe coube. Indecisa entre os compromissos com sua base social e a ansiedade dos investidores, a presidenta viu sua popularidade derreter à medida que o custo de seu apoio no Congresso observava uma escalada inflacionária.’

(…) ‘Como escreveu Mauricio Puls, na Folha de S.Paulo, a plataforma eleitoral do vice-presidente tem no documento “Uma ponte para o futuro” o compromisso de eliminar vinculações constitucionais para a saúde e educação, flexibilizar direitos trabalhistas, aumentar a idade mínima de aposentadoria, eliminar a regra de reajuste real do salário mínimo. Bandeiras que, grifo meu, levantadas por um governo dito popular, teriam menos chance de prosperar. Pelo contrário: se dependesse de seus apoiadores mais radicais, este seria o único governo com chances reais de apoiar medidas como taxação de grandes fortunas, fim das doações empresariais e – toc toc toc – a regulação da mídia’ (….)

Água cristalina, melhor impossível!

Não passarão

EhaDilma
Crédito da foto: agencia2.jornaltijucas.com.br

Dilma já disse (como se lembrou no início do texto) que não sai, que ninguém vai lhe dar um passa-fora para chegar ao Palácio do Planalto.

É de se acreditar, pois se trata de Dilma Rousseff.

Mas a presidente, para sua infelicidade, não conta muito com o petismo e seus agregados, que estão muito mais preocupados com Luiz Inácio e com os seus ganhos pessoais.

Gente que estupidamente gasta balas com alvos distintos e diversos (conforme a ocasião) – Bolsonaro, Aécio, FHC, STF, Moro, MPF, CIA, EUA, Fiesp e etc. e etc. e etc. – enquanto a oposição mira uma coisa só: o lulo-petismo.

Por enquanto, a oposição vai vencendo o jogo de goleada pelos corações e pelas mentes nesta Grande Terra de Tupã.

Se sobreviver, bem que Dilma poderia lascar a essa gente dita de esquerda um vai pra PQP e um por que vocês não VTNC.

Melhor só do que abandonada por companheiros tontos e estúpidos.

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