O choque do milênio é Capitalismo X Anarquismo, pois o socialismo marxista morreu

Anarquia
Crédito da foto: libertariocatarse.blogspot.com

A superação do Capitalismo se dá, segundo previu Karl Marx em seus escritos finais e pouco conhecidos e lidos, com a extinção do estado nacional e de direito, e a consequente debacle das grandes corporações empresariais, que vivem de sugar os recursos e as forças vitais de países, de grupos sociais e da população em geral.

Seguidores (sic) do velho barbudo, nascido em Tréveris, na Alemanha, provavelmente não tiveram tempo de ler e compreender o que disse o autor de O Capital, especialmente o que se seguiu até a sua morte, em 14 de março de 1883, em Londres, Reino Unido.

Uma pena, e uma pena dolorida à qual tiveram de purgar gentes de vários quadrantes do planeta, como na Rússia e seus satélites (URSS), na China, em Cuba e vai que vai.

Isso, é quase certo, faz parte da trajetória humana, da evolução social.

A humanidade teve de passar por mais essa, paciência, mas poderia ter evitado.

Mas sigamos em frente.

Reflexão & contextualização

Abaixo dois textos para (sic) contextualizar a discussão e abrir luzes para a reflexão.

O primeiro deles, E se a internet deixar de ser capitalista?, de Rafael A. F. Zanatta, no site Outras Palavras.

O segundo, pasmem, Porque eu respeito e amo os Estados Unidos muito mais do que os coxinhas, no blog O Cafezinho, não muito prestigiado por aqui, mas de qualquer forma sempre uma referência a ser consultada, sem dúvida.

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E se a internet deixar de ser capitalista?

Anarquia
Crédito da foto: libertariocatarse.blogspot.com

[Em alternativa a sistemas como Uber e AirBnb, crescem duas ideias: as plataformas de Cooperativismo Digital; e o uso da rede para controle social sobre as finanças e o poder. Por que isso tem muito a ver com o Brasil?

O ensaio inicial desta coluna, Para subverter o capitalismo de compartilhamento, defendeu a tese de que as tendências neoliberais das economias digitais – baseadas no discurso do indivíduo consumidor, na prioridade do acesso, nas vantagens dos usos eficientes de recursos mediados por plataformas e na monetização dos afetos – estão sendo combatidas por alternativas que retomam o significado relacional do compartilhamento e da tradição cooperativa e solidária.

Um dos projetos mais importantes nessa tradição alternativa é o platform cooperativism lançado nos Estados Unidos no ano passado, um projeto de reconstrução das economias digitais em bases democráticas e solidárias. Pretendo explicar nesse texto o significado do “cooperativismo de plataforma” e sua importância para o Brasil hoje.

Uma reação contra Uber e AirBnb

A origem do termo “cooperativismo de plataforma” está em um ensaio do professor e ativista Trebor Scholz, da The New School – um tradicional centro intelectual de esquerda nos EUA, por onde passaram John Dewey, Franz Boas e Hannah Arendt –, intitulado Platform Cooperativism v. The Sharing Economy.

Nesse ensaio, Trebor analisa as transformações do capitalismo digital e a ascensão do “capitalismo de plataforma” avançado pela Uber, AirBnb e outras plataformas mundialmente conhecidas. Seu argumento inicial é que tais empresas utilizam o termo “economia do compartilhamento” para uma agenda extrativista, direcionada à monetização de serviços prestados entre indivíduos em escala global. Além disso, segundo Scholz, essas empresas se estruturam como multinacionais tradicionais, com alto grau de verticalização, opressão dos “funcionários” de baixa escala (os “usuários”) e conselhos de administração voltados à maximização do retorno de investidores capitalistas.

Por trás do discurso do “compartilhamento” se esconde uma agenda de concentração de riqueza, precarização do trabalho, destituição de direitos trabalhistas e altos retornos para o setor financeiro que “banca” tais plataformas globais. É o que ele chama de “capitalismo de plataforma”.

Mas, para Trebor e outros críticos, seria possível hackear esse sistema. A proposta do “cooperativismo de plataforma” é que a estrutura e a lógica das plataformas de serviços e de produção sejam tomadas pelos usuários e trabalhadores.

A ideia, lançada em 2014, seria criar uma espécie de Uber dos próprios motoristas, ou um AirBnb de propriedade de uma comunidade local. Nesse programa econômico e político, é imperativo um retorno aos princípios do cooperativismo: a propriedade deve ser coletiva, o negócio deve ser democraticamente controlado, a missão deve ser garantir empregos e a solidariedade deve embasar mecanismos de apoio mútuo.

Um seminário que inaugura um projeto político

O ensaio sobre “cooperativismo de plataforma” chamou atenção de vários grupos e ativistas nos EUA. Logo após sua publicação, o jornalista e ativista Nathan Schneider se prontificou a organizar um grande seminário sobre o tema juntamente com Trebor Scholz no ano de 2015.

O conceito também invadiu a agenda progressista estadunidense no ano passado. No ensaio coletivo Five Ways to Take Back the Tech, publicado em maio do ano passado no The Nation, Janelle Orsi, Frank Pasquele e Nathan Schneider discutiram exemplos concretos de cooperativismo digital, como o FairCoop e sistemas de trocas baseados em moedas criptografadas e códigos abertos. Os diferentes ensaios reforçaram a agenda de alternativas para a economia digital, colocando “controle real e propriedade nas mãos dos usuários”.

A proposta reverberou no próprio ecossistema de cooperativas dos EUA, apesar de alguns discordâncias. Como afirmou um criador de uma plataforma cooperativa de mídia, “nós não estamos tomando nada de ninguém, mas simplesmente construindo algo com valor a partir de um empreendimento de propriedade compartilhada”. O segredo, portanto, reside aí: a propriedade é compartilhada; as decisões são compartilhadas e não apenas o “objeto de consumo” – uma ideia frontalmente oposta ao modelo privatista de grande parte do Vale do Silício.

Em novembro de 2015, Scholz conseguiu reunir dezenas de ativistas, intelectuais e cooperados no evento Platform Cooperativism. O seminário consolidou o projeto do “cooperativismo de plataforma” por meio de uma ampla discussão sobre “ecossistemas alternativos”, substituição do “acesso” pela “propriedade”, e crítica ao “solucionismo tecnológico” (nos termos de Evgeny Morozov). Como afirmou o próprio Schneider na palestra da abertura, “o cooperativismo de plataforma não é uma solução, mas um processo”.

Desde o evento, o projeto tem se expandido e ganhado força nos EUA. Trebor Scholz publicou uma versão expandida do ensaio pela Fundação Rosa Luxemburgo, Schneider organizou listas e comunidades online sobre o tema, e cooperados criaram uma “rede de cooperativas digitais” para troca de informações.

Cooperativismo digital: três desafios para o Brasil

O Brasil é um país com uma forte cultura de cooperativismo, especialmente no setor produtivo rural. Segundo relatório recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), são mais de 6.500 cooperativas no país, reunindo 13 milhões de cooperados – mais que a população de Áustria e Noruega juntos. Indiretamente, o número de envolvidos chega a 33 milhões, segundo dados da FEA/USP.

O primeiro desafio para avançar o “cooperativismo de plataforma” no país, portanto, é transportar essa cultura cooperativista para o universo da produção imaterial e tecnológica. O cooperativismo é, como afirma a OCB, “uma alternativa de inclusão produtiva e de transformação da vida das pessoas”. Porém o Brasil não promoveu ainda uma discussão robusta sobre cooperativismo digital. É sintomático, aliás, que das treze categorias de atividades econômicas de cooperativas no Brasil não exista a categoria “tecnologia” ou “cooperativas digitais”. Os setores de agropecuária, crédito e transporte dominam o cooperativismo no país.

O segundo desafio é tornar essa possibilidade mais visível, por meio de circulação mais intensa de ideias e projetos de democratização da economia na Internet. Há esforços isolados, como do Partido Pirata, de divulgar tecnologias de blockchain e o projeto de “cooperativismo de plataforma”. Mas precisamos de mais iniciativas e mais grupos nessa agenda. Nesse sentido, a iniciativa da Fundação Rosa Luxemburgo de discutir “economia solidária” e novas tecnologias é louvável e mais do que necessária.

Por fim, o terceiro desafio é incluir a questão da produção econômica democrática dentro da agenda de ativismo digital no Brasil. Nosso país é admirado mundo afora pela força dos ativistas e da sociedade civil na construção do Marco Civil da Internet. Os brasileiros também são admirados pelo combate ao vigilantismo e grandes eventos de ativismo como a CriptoRave. Mas a questão de uma “economia democrática digital” não entrou na agenda do cyberativismo.

As coisas não podem estar descoladas – e não estão. Cooperativas de plataforma não são somente alternativas a grandes empresas com Uber e AirBnb, mas são também estratégias de maior controle sobre transações financeiras e sobre os dados pessoais, na medida em que os usuários são os proprietários e gestores dessas plataformas.

A democratização das formas de produção também implica em empoderamento dos usuários e maior capacidade de decisão sobre os fluxos de dados e tecnologias de privacidade. Aí reside a conexão entre o “cooperativismo de plataforma” e a luta por direitos tão vigorosa no Brasil.]

Link para o texto no original: http://outraspalavras.net/destaques/e-se-a-internet-deixar-de-ser-capitalista/

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“Porque eu respeito e amo os Estados Unidos muito mais do que os coxinhas”

Anarquia
Crédito da foto: libertariocatarse.blogspot.com

[Antes de denunciar as novas estratégias imperialistas americanas, que pretendem iniciar novas rodadas de destruição em massa, desta vez aqui ao sul do Rio Grande, preciso falar algumas coisas sobre os Estados Unidos.

Eu tenho profundo respeito e admiração pelos Estados Unidos.

Tenho certeza que respeito e admiro muito mais os Estados Unidos do que qualquer coxinha, porque os coxinhas não conhecem os Estados Unidos como eu conheço, pela cultura, pela história, pelas lutas sociais.

Além de blogueiro, sou escritor. A literatura é minha maior paixão; muito mais do que a política, inclusive.

Eu tive o privilégio de ler os grandes clássicos da literatura americana, no original: Melville, Mark Twain, Faulkner, Jack London, Hemingway, Henry Miller, Kerouac, Bukowswki, Vonnegut, Pynchon, David Foster Wallace, Burroughs, Philip Dick, Salinger, Philip Roth! A lista é interminável e apenar por citar estes autores, eu já suspiro com uma certa nostalgia. Nostalgia de um ócio para ler que sempre lutei para conquistar, mas que nunca alcancei satisfatoriamente.

Conheço um pouco da história americana também. Já li o The Federalist, li a Democracia na América, alguns compêndios de história.

É difícil achar críticos mais refinados do imperialismo americano do que a própria intelectualidade americana, vide Noam Chomsky.

Wanderley Guilherme me apresentou um pensador da ciência política norte-americana, Robert Dahl, que me ensinou o que é a “doutrina democrática”, essa linda utopia pela qual aprendi a lutar.

Além disso, tenho passado boa parte da minha vida assistindo filmes e séries americanas. Perco tanto tempo nisso que tento me consolar dizendo a mim mesmo que estou “estudando” a cultura norte-americana, analisando seus mitos, suas idiossincracias culturais, subjetivas, psicológicas, políticas…

Os coxinhas não entendem os Estados Unidos, porque não conhecem os Estados Unidos.

Se não conhecem, não podem nem amá-lo, nem admirá-lo, nem respeitá-lo em sua plenitude.

Não conhecem o lado maravilhosamente sombrio, contestador, anárquico dos Estados Unidos.

Para os coxinhas, os Estados Unidos já nasceram ricos, poderosos e dotados de um sistema de avançadas liberdades políticas.

Não conhecem nada.

Não conhecem os profundos vícios americanos, o seu sistema penal fascista, truculento.

Não conhecem a história terrível do racismo americano, contada de maneira tão dolorosa, por exemplo, em Light in August, de Faulkner.

Não conhecem nem suas virtudes nem seus vícios.

Para eles, os Estados Unidos é bom porque passearam em Miami ou em alguma outra cidade e tudo é “limpinho” e “organizado”.

Não sabem que, nos anos 50 e 60, ocorreram grandes greves nos jornais de Nova York. A cidade chegou a ficar mais de um ano sem jornais por causa de uma greve de tipógrafos, apoiada pelos próprios jornalistas.

Não conhecem as suas lutas sindicais. As suas lutas por direitos civis.

Não sabem que a riqueza e diversidade do audiovisual americano nasceu de greves e lutas sindicais, que impuseram regulamentação para evitar a concentração da mídia em mãos de poucos.

Até hoje, os sindicatos do audiovisual são uma poderosa força no país, embora você nunca tenha ouvido falar deles através da Globo.

Na aurora da democracia americana, os ativistas políticos que defendiam o sufrágio universal eram considerados esquerdistas radicais e socialistas carbonários!

Os que defendiam o voto para mulheres, então, eram vistos como ultrarradicais!

E, no entanto, eles prevaleceram!

O primeiro filme moderno da história do cinema, Cidadão Kane, é um filme americano que denuncia… a concentração da mídia!

Os coxinhas não conhecem a história do Cidadão Kane, contada por Paulo Emílio Salles, um dos maiores críticos brasileiros de cinema.

O personagem no qual se baseia a história, William Hearst, era o Roberto Marinho americano.

Hearst tentou sabotar o filme de todas as maneiras. Fez campanhas pesadíssimas para que os produtores do filme não conseguissem dinheiro em parte alguma. E conseguiu isso, de certa forma. Kane foi produzido com muita dificuldade. Depois ordenou que nenhum de seus jornais mencionasse o filme, o que também trouxe enormes dificuldades contra sua circulação.

No entanto, Orson Welles venceu Roberto Marinho!

Eu estudei o surgimento dos impérios na Grécia Antiga e Roma. Sempre foi mais ou menos a mesma coisa. Sociedades brilhantes, cultas, que se expandem e promovem massacres no exterior. Saber disso não significa desprezar a obra de Virgílio, ou os livros de Tucídides.

Todas essas sociedades, porém, apenas se tornaram grandes, e grande em qualidade política de seus regimes, porque foram forjadas no vulcão das lutas sociais.

É isso que os coxinhas não entendem: as lutas sociais é que dão grandeza às nações. A história de Roma é inteiramente perpassada pelas épicas lutas sociais de plebeus contra patrícios, de escravos por sua liberdade. E foram essas lutas que forjaram sua pujança.

Por outro lado, a maneira como os impérios se organizam obedece aos grandes movimentos do capital, conforme já explicado tanto por Adam Smith quanto por Marx.

Não são resultado de nenhuma malignidade particular de determinado povo.

Por isso não faz sentido “odiar” os Estados Unidos, embora seja preciso entender o ódio também como um sentimento natural, humano, sobretudo junto às pessoas simples, que não conseguem fazer a separação entre o país e os seres humanos que vivem nele. Não sabem que o povo americano, assim como o brasileiro, é enganado por suas elites.

Amar os Estados Unidos, não é gostar de armas, guerras e Disneylândia, como fazem os olavetes e constantinos.

Dos EUA também vieram grandes teóricos e movimentos pela paz. Escritores como Philip Dick escreviam ficção como forma de combater justamente essa violência entranhada no espírito norte-americano.

O fascismo sempre pairou, como assombração constante, sobre a sociedade americana.

E contra este fascismo sempre se deu feroz combate, nas universidades, na literatura, no cinema, no teatro, na música!

Os americanos já viveram terríveis traumas políticos. Abraham Lincoln, o libertador dos escravos, o vencedor da guerra civil, o unificador da nação, morreu assassinado num teatro, no auge de sua carreira!

Para amar e respeitar os Estados Unidos, contudo, é preciso combater o imperialismo, que é uma força negativa, que destrói países.

Para amar e respeitar os Estados Unidos, é preciso amar o Brasil e defender as empresas nacionais, os interesses nacionais, a Petrobrás, o pré-sal, porque somente amando a nós mesmos, respeitando a nós mesmos, teremos dignidade para amar outro país.

Em caso contrário, não estaremos respeitando os Estados Unidos e sim nos ajoelhando, indignamente, no altar da brutalidade de algumas corporações americanas: e seremos desprezados pelo povo americano, como uma sociedade oportunista, covarde, autoritária.

Dito isto, passemos às denúncias contra o imperialismo americano.

A eclosão dos Panamá Papers, do jeito que foi feita, promovendo vazamentos seletivos contra os inimigos políticos do “Ocidente”, com ênfase nos Brics, nos obriga a um debate urgente sobre as novas estratégias de dominação urdidas no centro do império.

As agressões imperialistas contemporâneas, sabemos desde as revelações de Snowden, se darão via técnicas de espionagem em massa, controle social de comportamento e incentivos, diretos ou indiretos, a sublevações populares.

Para mim já estão bem claras as conexões internacionais da Lava Jato, por exemplo.

Qual é o plano? As grandes empresas nacionais serão destruídas, sob o pretexto da luta contra a corrupção, o congresso mudará leis que protegem nosso mercado, e seremos invadidos por grandes corporações norte-americanas.

Perderemos a pouca autonomia que construímos, inclusive durante o regime militar, que foi golpista, autoritário, cruel, mas preservou a soberania nacional em vários setores estratégicos.

Não sou nenhum defensor radical de reserva de mercado. Muito menos para empreiteiras. Se a sociedade entender que é melhor abrir o mercado brasileiro de construção civil para empresas internacionais, então o façamos. Mas isso tem de ser feito paulatinamente, ordeiramente, sem traumas sociais, sem destruição de patrimônio intelectual acumulado, sem desemprego em massa, e, sobretudo, mediado pela política.

O que estão fazendo é uma barbaridade!

Quando a Ambev decidiu comprar a Budweiser, os seus donos foram ao Congresso americano para explicar que não iriam desempregar ninguém, não iriam mudar a fórmula, nem fechar fábricas.

Aqui, os procuradores da Lava Jato, como disse um irônico comentarista, agem como um bando de socialistas carbonários do século 18: trabalham deliberadamente para destruir empresas, como se quisessem “refundar a república” através da destruição em massa de empregos e paralisação de projetos estratégicos.

Só que é uma farsa grotesca. É mais ou menos o que identificou Marx em seu clássico ensaio sobre a revolução de 1848 na França, que resultou no golpe de Estado de Luís Napoleão, o sobrinho farsante de Napoleão: para salvar o capital, a ditadura implantada por Luís Napoleão destruiu os capitalistas.

É como aqui: na loucura para salvar o capital e remover sindicalistas e partidos de esquerda da cena, a Lava Jato está matando os capitalistas.

O capital não se importa muito com isso, porque ele arruma outros capitalistas, em geral maiores e mais fortes. Vindos direto do império e das economias centrais, de preferência.

O Brasil não ficou maravilhosamente barato? As forças que defendem a entrega da Petrobrás, os serviços e as indústrias petroleira, aos Estados Unidos, não cresceram tanto?

A Lava Jato cumpriu sua função.

A agressão à Odebrecht, as campanhas midiáticas para tratar as principais empresas de engenharia do país como “empresas da Lava Jato”, para mim só encontram explicação no mais raso entreguismo, bancado por agências de publicidade norte-americanas, as quais, por sua vez, tem conexões com seus clientes: as corporações de lá.

É muito simples: o mercado de publicidade brasileiro é dominado por poucas grandes agências norte-americanas. Ou dito de outra forma: agências norte-americanas de publicidade tem um bom pedaço do mercado de publicidade nacional. Essas agências patrocinam a grande mídia brasileira desde sempre. Essas mesmas agências, contudo, lucram muito mais nos Estados Unidos, porque os Estados Unidos tem um PIB dez vezes superior ao do Brasil. E quem são os grandes clientes dessas agências nos Estados Unidos? As corporações. As quais tem suas organizações políticas próprias. Não é só esquerdista ou direitista de passeata que tem whatsapp e telegram. Não apenas os filósofos de botequim passam as noites discutindo como resolver os problemas do mundo. Os executivos à frente das corporações também fazem isso e basta conhecer um pouco de história para ver as cagadas que estes executivos já causaram ao mundo nos últimos cem anos.

O Brasil precisa, urgentemente, construir thinks tanks de discussão geopolítica, para nos defendermos das “revoluções coloridas”, dos “golpes brancos”, da manipulação da mídia nacional e mundial, e de todas as novas técnicas de dominação política que estão sendo engendradas pelo império.

É como dizia Dom Pedro I, que era mais ou menos a mesma coisa que dizia Simon Bolivar: independência ou morte. ]

Link para o texto no original: http://www.ocafezinho.com/2016/04/04/porque-eu-respeito-e-amo-os-estados-unidos-muito-mais-do-que-os-coxinhas/

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Nota para o “Leia também”

A série Panama Papers é um trabalho de investigação que durou um ano e foi realizado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos , pelo jornal alemão Süddeutsche Seitung e por mais 100 outras organizações de mídia. No Brasil, participaram da apuração O Estado, o UOL e a Rede TV!. (Estadão)

Outras notas

(1) Não são poucos aqueles que dão ou que deram o jornalismo como morto. A série Panama Papers é uma bela e precisa resposta.

(2) Think tanks são organizações ou instituições que atuam no campo dos grupos de interesse, produzindo e difundindo conhecimento sobre assuntos estratégicos, com vistas a influenciar transformações sociais, políticas, econômicas ou científicas sobretudo em assuntos sobre os quais pessoas comuns não encontram facilmente. (wp)

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