José Eduardo Cardozo e Janaína Paschoal, dois bufões em uma noite suja

Bufa 03
Cardozo: o mesmo rame-rame sobre o golpe (jornalggn.com.br) e Paschoal: suingue e discurso suado no L.S. Francisco (www.revistaforum.com.br)

Na ópera bufa na qual se transformou a crise brasileira e da qual somos todos plateia pagante, o ex-ministro da Justiça e atual advogado geral da União, José Eduardo Cardozo, e a advogada e professora Janaína Paschoal, uma das signatárias do pedido de impeachment, proporcionaram espetáculos dantescos e grotescos ontem.

Cardozo, na comissão do impeachment da Câmara, em Brasília.

Paschoal, no parlatório da faculdade de direito do largo de São Francisco, em São Paulo.

A advogada

Há quem tenha visto na performance de Janaína Paschoal uma espécie de “melhores momentos” proporcionados por 10 em cada 10 pastores neopentecostais.

Gritou, esperneou, incitou, convocou, conclamou, suou, surtou – tudo movido a berros.

Há quem, igualmente, tenha visto histeria em sua performance, e deverão ser muitos (embora alguns venham a dizer isso com muito cuidado para não irritar as feministas).

Feministas que viram sexismo/machismo na capa da IstoÉ desta semana, que tem como personagem central a presidente Dilma Rousseff.

Creio que agora as feministas ficaram “numa sinuca de bico” para avalizar ou não a mesma tese de sexismo carimbada à advogada dos cabelos sempre molhados.

Mas não estou nessa de entender que a jovem advogada seja histérica.

Acredito que ela esteja mesmo é desesperada.

Janaína Paschoal sabe que o impeachment até passa pela comissão da Câmara, mas dificilmente sobrevive ao plenário da casa.

Janaína Paschoal sabe que se passar pelo plenário, dificilmente terá sobrevida no Senado.

Janaína Paschoal sabe que muito provavelmente o Supremo não deixará a carroça tão inabilmente esculpida por ela e seus pares prosseguir jornada, além do trafegado pelas “casas da lei”.

Falando em jornadas e passageiros, a manifestação de ontem no Largo São Francisco foi um fiasco.

Os organizadores tencionavam levar milhares de pessoas para ouvir os gritos e os berros de Janaína Paschoal.

Levaram menos de mil, e o que mais se ouviu pelas arcadas foram coisas como “eu vim de graça” e “não ganhei sanduiche de mortadela”.

Muito sutil, meigo e fofo.

O advogado

Nunca fui muito com a cara de José Eduardo Cardozo enquanto ser político. Sempre o achei frouxo e confuso.

Sobre sua vida profissional não posso falar nada, pois não conheço.

Porém, no entanto, todavia como ministro da Justiça de Dilma Rousseff foi de meu gosto.

A sua importância como ministro se mede pelo tamanho das insatisfações externadas pelo antipetismo e pelos petistas ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (aquele que está na marca do pênalti).

Para desagradar ambos os grupos e ao mesmo tempo, Cardozo deve ter algum talento e feito alguma coisa de muito acertada.

Já a sua defesa de Dilma, ontem na comissão do impeachment, foi o que se esperava: um bobajal sem fim, uma enrolação miserável e inaceitável, uma recorrência de dizer por n vezes que o impeachment é golpe, enquanto ele mesmo reconhecia que o impeachment é legal e previsto no texto constitucional.

O advogado geral da União é um doidivanas que não sabe o que fala?

Não, muito pelo contrário! Cardozo disse o que lhe mandaram dizer, somente isso.

De concreto, o que fez, em sua performance de ontem, foi apenas e tão somente jogar para a imprensa e para o plenário da Câmara que irá votar o impeachment de Dilma daqui a algumas semanas.

Na imprensa, garantiu presença, pois desde ontem não sai de cena, coisa que deve durar até mais ou menos o meio dia de hoje.

No plenário é coisa para se ver ainda nas futuras/próximas semanas.

Cardozo e todo staff dilmista jogam para o plenário o estancamento do impeachment.

O agu fez ontem o seu papel burlesco, sem dar a menor bola para o comissariado do impeachment.

Agora vamos ver o que o futuro lhe reserva (mais a Dilma, óbvio).

É viver e aguardar.

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