Nem sempre o combate é bom e leva a alguma coisa boa

O confronto
Crédito da foto: http://www.revoltabrasil.com.br

Estou travando, pelas redes sociais, um combate (bom?) com um sujeito que é professor e pesquisador e diz já ter sido petista.

O debate, óbvio, é sobre a queda de Dilma e o Partido dos Trabalhadores no poder e a honestidade de Lula.

Não vou identificar o contendor por aqui, pois costumo ser leal aos meus adversários, mais do que aos meus amigos e à gente que mais ou menos pensa como eu.

Não acredito nessa história de ex-petistas hoje arrependidos, assim como não acreditava, lá pelos meados do século passado, em gente que se dizia comunista ou de esquerda, e até mesmo naqueles e naquelas que se mostravam tal qual um hippie.

A estes identificávamos como “hippie de butique”, àqueles como farsantes e oportunistas.

Das modinhas

Ex-petistas, ex-comunistas, ex-esquerdistas, ex-hippies são hipócritas, gente conhecida hoje como “modinha”, pessoas aderentes a qualquer moda de ocasião.

Que eles mudem de opinião, mais cedo ou mais tarde, não é surpreendente. Pelo contrário: é recorrente.

Das acusações

Como todos os ex que renegam um passado que a rigor nunca tiveram, os ex-petistas acusam Lula da Silva de ladrão e o PT de um bando de larápios que se apossou do poder.

Sorte dessa gente, arraia miúda, que o PT e o Lula têm mais coisas que fazer e adversários mais poderosos a enfrentar, porque, caso contrário, estariam processados e muito provavelmente na cadeia.

Das razões

São inúmeras as acusações que bombardeiam o petismo – desde questões partidárias e ideológicas até um ódio visceral aos direitos humanos.

A razão mãe, no entanto, tem um embasamento moral, e Moral, como todos nós sabemos, é uma roupa que só veste os nossos adversários e inimigos, mas nunca a nós mesmos.

Nesse particular, os petistas e os esquerdistas em geral em nada se distinguem de seus adversários político-partidários, ajudando a transformar, profundamente, o país numa grande arena de maledicências, com ataques inumanos aos seus contendores, sacrificando, assim, a disputa política e ideológica que desde sempre permeou o choque entre a classe trabalhadora (os pobres) e as elites (os ricos e meio ricos).

Resumindo a história: de ambos os lados se prefere os ataques às pessoas e não o confronto de suas ideologias.

Das filosofias

A já idosa filosofia está a nos dever uma separação mais clara entre Moral e Ética.

Como ela teima em ainda não fazer isso, vamos cá nós, gente de pouco estudo e de precária reflexão, fazer o papel que caberia aos filósofos.

Moral – aquilo que define o que é certo do errado, o bem do mal, ou, no caso, o ladrão do honesto; a ladroagem da honestidade e que tem como arrimo os dogmas religiosos.

Ética – aquilo que se define pelo contrato social (melhor seria, pelos contratos sociais) cuja base está no uso e nos costumes de um dado povo e nas leis (escritas) que o regem.

Da lama

Tudo isso posto, tem-se a dizer que dessa forma não evoluímos, pois estamos chafurdados na lama, escorregando, patinando sem condições de avançar.

Pior pra todos nós.

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