Temer foi votado sim e o contra-argumento petista é pobre, pueril e infantil

Temer votado

Michel Temer, o vice, agora presidente interino, pode ser acusado de uma enormidade de coisas (até de traidor e de golpista)… menos de uma: o de não ter voto, de não ter sido votado na eleição de 2014, na sua parceria (repeteco) com Dilma Rousseff.

A argumentação (se é que isso pode ser entendido como argumentação) usada pela militância ensandecida (e agora deprimida – isso pode ser uma contradição em si. Com a palavra os senhores psicólogos e psiquiatras) é que se votou em Dilma e não no interino.

Um sujeito com um mínimo de respeito por si próprio (sic) deveria se envergonhar e ficar rubro só de imaginar poder pensar (ufa!) numa estupidez desse tamanho.

Mas estamos em meio a um furdunço, a uma pantomima, estimulados que somos pela libertinagem liberticida das redes sociais.

Cada maluco ou maluca defeca o que lhe vem à cabeça e nem sente o mau cheiro.

Vamos aos fatos

A última vez que se elegeu neste país, separadamente, presidente e vice da República foi em 3 de outubro de 1960, na antessala do golpe militar que ocorreria em 1º de abril de 1964.

Jânio Quadros (coligação PTNPDCUDNPRPL) recebeu 5,6 milhões de votos (presidente) e João Goulart (chapa PTB/PSD) 4,2 milhões de votos (vice); lembrando sempre que Jango já era vice da República, eleito em 1955. O presidente eleito na ocasião foi Juscelino Kubitschek.

Vamos aos argumentos (sic)

Frutos dos anos de martírio da ditadura militar, a legislação eleitoral foi alterada, não se permitindo mais candidaturas separadas para a presidência e vice-presidente.

Isso passou a valer já na indireta que levou Tancredo (morto prematuramente) e Sarney ao Palácio do Planalto, e seguiu-se assim de lá para cá desde a primeira que elegeu Collor e seu vice Itamar, o Franco.

Portanto, não há mais distinção de votos entre o titular e o seu reserva imediato.

Argumentam os petistas, porém, no entanto, todavia, que votaram, em 2014, em Dilma e não em Temer.

Bom argumento esse para ser usado, também, na primeira eleição de Dilma e nas duas de Lula da Silva, que teve como vice o empresário José de Alencar.

Bom argumento, nada! Ridículo!

De igual forma que petistas argumentam não terem votado em Temer e “apenas” em Dilma, pemedebistas e outros aderentes podem argumentar que “apenas” votaram em Temer e não em Dilma.

Que vamos fazer então? Recontar os votos e encontrar no interior de cada um deles o seu DNA que nos mostre quem votou em quem?

Patético!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s