Trupe do interino Temer age como nuvem de gafanhotos para exterminar herança petista

As pragas
As 10 pragas do Egito – http://www.vanialima.blog.br

Nuvem de gafanhotos ataca plantações: Nesta praga, pela oitava vez o Senhor tocou no povo egípcio a fim de fazer justiça e libertar seu povo; enviou um vento que passou seguido de inúmeros gafanhotos devorando muito do que possuía o faraó. Mais uma vez ele cedeu, mas somente até a praga cessar” (oitava das 10 pragas do Egito, narrada em Êxodo 12:12)

“Um ataque inesperado de gafanhotos surpreendeu três províncias do noroeste da Argentina nos últimos meses. É o pior ataque do inseto em mais de cinquenta anos, segundo o engenheiro agrônomo Diego Quiroga, diretor nacional de proteção vegetal do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentária (Senasa) do país.” (BBC Brasil)

“Cada nuvem de gafanhotos pode ter até cinquenta milhões de insetos. Não queremos erradica-los, não é essa a proposta, mas combatê-los para que não cheguem a outras províncias” (ib.).

“Após o anúncio das ações, a CRA (Confederaciones Rurales Argentinas) divulgou comunicado dizendo que o “gafanhoto não espera” (ib.).

Em 16 de março deste ano, o este blog alertava que O problema para o PT é o que vem depois: “Ocorra o que ocorrer (de negativo para o Partido dos Trabalhadores), a queda prematura da presidente ou a derrocada na eleição presidencial de 2018, a situação deve se complicar ainda mais, muito em conta pelo desmonte do discurso salvacionista-messiânico do lulo-petismo”; e no dia 26 de abril que “Temer age rápido e inicia demolição da herança petista”: “‘… a política pública (dos governos petistas) foi expandida de maneira “generosa” e está carregada de “ineficiências”. “Ao corrigir as ineficiências, podemos alcançar os mesmos resultados ou até mais, gastando menos”… ’., citando-se, na oportunidade, “Ricardo Paes de Barros, tido como uma das “referências” no estudo sobre desigualdade e educação e um dos criadores do Bolsa Família”.

Temer, o interino, age realmente rápido e ávido: fechamento e fusões de ministérios e secretarias, venda de empresas públicas e estatais, dispensa de funcionários contratados, cortes em programas sociais, alijamento de mulheres, negros, índios das estruturas de governo.

Dos riscos

Temer nem sabe ao certo se fica no Palácio do Planalto até 31 de dezembro de 2018.

Sobre sua cabeça paira uma Espada de Dâmocles sustentada pelas mãos do STE e do STF.

E não encontra amparo nas ruas. Sua “popularidade” é de 1%.

Caso não fique (caia em semanas ou em meses ou em um ano) que herança deixa a seu substituto?

Se for Dilma (que pode voltar), uma administração pública destroçada, que terá de necessariamente ser refeita para que se possa terminar o mandato.

Se outra pessoa qualquer, a mesma administração pública destroçada que terá de ser remontada a gosto do freguês para que se possa chegar com um mínimo de segurança e de civilidade a dezembro de 2018.

Dos ódios e das heranças

A avidez demolidora do interino tem uma explicação lógica: Temer levou para o governo políticos ligados à linhagem Arena/PFL/DEM, seja por filiação, seja por herança.

E mais: parte de seu grupo vem do próprio PMDB, de sua ala mais podre (se é que existe alguma parte sã por lá).

Mas também a trupe temerista contempla neopentecostais sexistas e homofóbicos, destruidores de florestas e assassinos de índios, invasores e grileiros de terras, saudosos da ditadura militar e empresários ávidos por participar do butim aos cofres públicos.

Seria lógico esperar outro resultado de um ataque de gafanhotos dessa magnitude?

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