Temer cai, Maranhão não assume, Dilma volta e eleição presidencial é antecipada

Interrogacao

Óbvio está que o título não é um exercício de futurologia. Trata-se, apenas, de colocar a limpo o caminho que está traçado para o país pelo menos nesta véspera de feriado (Corpus Christi).

Michel Temer, o interino, não tem mais qualquer condição de presidir o país.

O áudio do Sarney revelado agora à tarde pelo site UOL (Conversas gravadas Temer negociou “certas condições” por apoio da oposição, diz Sarney em áudio) coloca um ponto final na interinidade.

Se tivesse um mínimo de dignidade, Temer convocaria agora a noite uma cadeia de rádio e TV e anunciaria a renúncia.

Waldir Maranhão, o interino na presidência da Câmara dos Deputados, também não tem qualquer condição de assumir o Palácio de Planalto, acossado que está por acusações de corrupção, sofrendo forte oposição (de todos os lados) na Casa e com a validade ou não de sua permanência na linha sucessória presidencial contestada por juristas e questionada no STF.

Em melhor situação estaria Dilma Rousseff, a presidente eleita por mais de 54 milhões de votos.

As gravações de Sérgio Machado, ex-presidente Transpetro, poderiam levar o STF a anular o processo de impeachment e devolver Dilma à presidência.

Legalmente não apenas poderia, como, também, deveria.

Ocorre que existem outras nuanças na história.

Das intranquilidades

A volta (possível) de Dilma à presidência por si só não debelaria a grave crise social, política e econômica brasileira.

Muito pelo contrário: tenderia a agravá-la.

Dilma sabe muito bem disso e ainda na presidência propôs antecipar a eleição presidencial. E é o que deverá fazer (caso volte).

Claro que sofrerá forte oposição no Congresso, muito especialmente do PMDB; e a ideia terá de contemplar saídas para o pavor que uma eventual candidatura à presidência de Luiz Inácio Lula da Silva causa, não apenas nos opositores, como em boa parte dos brasileiros.

Das cortes supremas

O STF tem-se mantido tal qual fosse (como já se registrou por aqui anteriormente) um poder moderador, papel que não lhe cabe, e não cabe a ninguém, posto ser o Brasil uma república.

É de se esperar que frente à avalanche de revelações que desnudam o processo de impeachment de Dilma e as tramas de bastidores perpetradas por aqueles que hoje estão no poder, é de se esperar (repita-se), que o Supremo aja, não para garantir tão-somente a volta de Dilma ao Planalto, mas para recolocar na mesa a Constituição de 88, hoje abandonada e relegada aos arquivos da história.

O que se pede ao STF é que não modere, mas sim que aja.

Caso o caminho traçado acima se concretize, o STF terá mais um papel a desempenhar: garantir a constitucionalidade da antecipação e derrubar todos os óbices que certamente aparecerão pelo meio do caminho.

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