A segunda desconstrução de Marina Silva

Coletiva de Marina Silva - Eleições 2014 - SP - 05/10/2014
Crédito da foto: http://www.brasilpost.com.br

A líder da Rede e provável candidata à presidência da república em 2018, Marina Silva, está numa situação difícil; tudo por conta da divulgação da propinagem que sustentou a candidatura de Eduardo Campos (2014), da qual Marina era vice e, com a morte do político pernambucano, sua herdeira.

O surgimento de um cadáver na história complica ainda mais a situação da política acreana e pode, inclusive, inviabilizar o seu sonho de ser candidata.

Não será de todo estranho que seus apoiadores e financiadores tradicionais, como a educadora, psicóloga e filha de banqueiro Neca Setúbal, desembarquem de seu sonho.

Marina Silva poderá fazer todas as ginásticas do mundo (caso tudo se confirme) que não conseguirá se livrar das acusações e suspeitas, assim como não dá para desvincular os 40 milhões repassados por Michel Temer a Chalita e a outros candidatos da campanha à presidência de Dilma Rousseff, em 2014.

Das desconstruções

Em 2014 a principal, e quase única, preocupação petista eram com Marina Silva. O partido, seus militantes e a chamada blogosfera de esquerda passaram, boa parte da campanha, desconstruindo a imagem da líder ambientalista, que já fora petista e ministra do meio ambiente do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma lógica indicava que se chegasse ao segundo turno Marina Silva venceria o pleito (era consenso que a política acreana não teria cacife para vencer a eleição em primeiro turno).

O petismo se esmerou tanto em sua desconstrução que se esqueceu do candidato tucano, o mineiro Aécio Neves, que não apenas foi para o segundo turno, como por pouco não bate Dilma Rousseff e se torna presidente da república.

Daquela vez (coisa que pode se repetir em 2018), Marina Silva tinha alguns óbices pela frente: a resistência de ruralistas, a falta de dinheiro, certa antipatia de ativistas ambientais urbanos e o seu posicionamento alinhado a grupos religiosos conservadores.

Se candidata for em 2018, Marina Silva irá ter pela frente todos esses problemas, agora acrescidos da questão Eduardo Campos, do avião que caiu, da propinagem e da morte do empresário pernambucano.

Embora combalido e quase destruído, o petismo ainda tem uma reserva de esperança numa improvável candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

Pelo sim, pelo não eis que a partir de hoje o petismo volta a centrar suas baterias contra a política acreana.

Mas, mais uma vez, pode cometer o mesmo erro de “esquecer” o PSDB, que, nada, nada, ainda tem três possíveis candidatos (Aécio, Alckmin e Serra), com o último se fortalecendo enormemente com sua passagem pelo ministério temerista e de discurso afinado com os empresários.

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