Com calma Temer acerta seu governo, mas isso não é necessariamente uma coisa boa

Sorriso
“Tá sorrindo de que?” – pt.wikipedia.org

Para desespero de petistas e aderentes, aos poucos Michel Temer, o interino, vai dando “cara boa” ao seu governo. Mas antes de prosseguir é melhor reformar parte do que foi dito acima: “vai dando e vai usufruindo daquilo que fez Dilma Rousseff”.

Explico: embora crescente, a inflação brasileira mostra sinais de recuo, o que, necessariamente, impacta no humor das pessoas (gente comum e empresários) e faz retornar a confiança (já notada) no comércio e na indústria, pelo menos.

Nada disso é obra de Temer, o interino, mas de Dilma Rousseff, que, acossada pela crise, deu um freio na gastança do Estado e arrumou a casa (as contas públicas); coisa que ela deveria ter feito já em seu primeiro governo, mas optou pelo contrário: continuou gastando tanto quanto o seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (uma irresponsabilidade).

Com um começo confuso, o governo interino foi aos poucos se acertando e paulatinamente colocando a pique algumas acusações de petistas e aderentes: mulheres no governo; reajuste do Bolsa Família (diga-se, maior que o prometido por Rousseff); extensão do Minha Casa Minha Vida, revisão do Ciência sem Fronteiras (dia desses cuido dessa história, que é longa e escabrosa) e agora com a criação de um programa destinado a crianças (pobres) de até 3 anos e a contratação de 80 mil profissionais para cuidar da petizada.

Dos erros

Os erros do interinato ainda são muitos. É necessário de uma boa calculadora para visualizá-los todos. A começar pela própria chegada de Temer ao Palácio do Planalto, chegada esta patrocinada por um golpe (veja, por exemplo, em Tucanos avalizam Temer e sinalizam volta à dependência e à submissão ao Capitalismo e Fiesp recupera todo seu superpoder com Michel Temer); pela tentativa de supressão dos direitos trabalhistas e pelo envolvimento com a corrupção de boa parte de seus assessores (ministros e quetais).

Dos sintomas

Neste momento, Temer meio que voa em “céu de brigadeiro”: embora não fosse seu candidato preferido, o interino gostou da eleição de Rodrigo Maia à presidência da Câmara, com o qual, rapidamente, já se reuniu, assim como, ontem, se reuniu com Maia e Renan Calheiros, este presidente do Senado.

Até aí nada demais, pois esse tipo de reunião é bastante corriqueira.

Mas às portas da defenestração final de Dilma Rousseff isso é bastante sintomático.

Todos a dão como morta, inclusive o próprio partido da presidente, o PT.

Dos perigos

Os perigos do governo interino (às portas de se efetivar) são muitos, a começar pela imoralidade do processo de impeachment, hoje sem qualquer base legal de sustentação.[1]

E não podemos deixar de acrescentar ao caso a já citada acima supressão dos direitos trabalhistas, a submissão do temerismo a agendas retrógradas (feminismo, homofobia etc.) e muito especialmente a cassação, via golpe, de mais de 54 milhões de votos.

Do teste

Reze, se rezador for, Temer para que tudo dê certo durante as Olimpíadas que se avizinham. E não se está falando aqui da performance da delegação brasileira, que, para variar, não deverá ser das melhores.

Está se falando de segurança, coisa que, aliás, o País não se mostra muito apto a garantir.

Se tudo der muito errado, o interino terá de aguentar um sem-número de críticas, mas sempre poderá alegar que herdou o problema do petismo, especialmente de Luiz Inácio Lula da Silva, que insistiu porque insistiu nos jogos no Brasil, numa escolha bastante suspeita (como registraram as mídias brasileiras e internacionais) e cujas principais razões eram dar sustança à megalomania lulista e confrontar os interesses e o ego dos paulistas.

Nota

[1] A NUMEROLOGIA QUE AFOGA E AFAGA DILMA
O senador Randolfe Rodrigues (Rede Sustentabilidade/Amapá) disse hoje que 6 votos podem migrar para Dilma Rousseff.
Se somados aos 22 dados na admissão do impeachment no Senado, a presidente somaria 28, o suficiente para voltar à Presidência.
81 – 28 = 53.
A oposição precisa de 54. Na votação da admissibilidade obteve 55.
Exagerado como sempre, o paranaense Roberto Requião (PMDB) diz que os votos pró-Dilma chegarão a 40.
O que Requião diz ninguém assina embaixo. É um falastrão. Um demagogo. Um oportunista.
As duas acusações mais pesadas contra a presidente – Pedaladas Fiscais e Créditos Suplementares – são bem ruinzinhas.
As outras são ridículas – Pasadena e o caso Lula da Silva (ministério). Besteira pura.
Processo de impeachment é coisa política.
E aí que a presidente se ferra.
Nem o PT se esforça para salvar a sua pele, como se viu na eleição do novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Lula vai à TV, no programa do PT, fazer o que se espera que ele faça: usar Dilma como escada (“golpe”) para tentar “angariar” votos para sua cada vez mais distante candidatura à presidência em 2018.
Apesar das alucinações de Randolfe e de Requião, é até capaz (embora improvável) que Dilma volte.
E é aí que a porca torce o rabo.
Vai ter de recomeçar tudo de novo, pois o interino desmontou completamente o seu governo.
E aí ficam algumas perguntas: vai remontar como? Com que apoio, se nem o do próprio PT ela tem? (comentário meu, ontem nas redes sociais).

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