Dória é o candidato ideal à presidência da república

dohriana

Na pressa que nós todos temos para escolher a cobertura do bolo de chocolate, da meia que vai combinar com o sapato, o eleito à prefeitura de São Paulo, João Dória Júnior, já está sendo apontado como futuro candidato à presidência da república.

Na sua pressa privada e interesseira Dória já lançou Geraldo Alckmin para 2018, o que não foi muito do agrado dos tucanos Zé Serra e Aécio Neves. FHC não se pronunciou ainda a respeito do lançamento doriano, mas pode ser que suas partes pudendas tenham sido acometidas de uma enorme coceira.

Dos copismos

Dória seria, para uns, um novo Collor; já para outros, o nosso Berlusconi.

O futuro prefeito paulistano não tem a grana, o poder e a rede Globo com os quais contava Collor; e nem um povo massa de manobra como o italiano, que adora venerar bandidos endinheirados, e nem mídia própria e time de futebol poderoso e famoso, como Berlusconi.

Coçam, também, as partes pudendas de Alckmin de cair fora do PSDB caso o tucanato opte por Serra ou por Aécio. Dória diz que Geraldo não sai, mas se sair é um bocado provável que o doriano vá junto.

Dória não está de olho de 2018 e provavelmente nem em 2022. Mas 2026, por que não?

Dos equívocos

Estúpido Dória não é. Pode ser um bocado cafona e bastante farsante – mas quem liga pra essas coisas? Fosse estúpido não chegava aonde chegou.

Mas é equivocado se acha que seu apoio e o peso da prefeitura paulistana serão bons alicerces para Geraldo e para os seus voos futuros rumo ao Planalto.

Dória joga com as cartas que estão postas na mesa brasileira desde 2013, quais sejam, o liberalismo (o neo) e a meritocracia.

Se funcionar em São Paulo (a cidade) ele acredita que todo o Brasil será contaminado pela ideia segundo a qual me basta uma chance para eu vencer na vida.

Ocorre que o mundo todo ruma para outro rumo (viva a redundância!) e tanto o liberalismo (o neo), quanto a meritocracia são as drogas contemporâneas que imbicaram a Terra para um beco sem saída e sem direito a retorno.

Dória, o empreendedorismo e os neocons não estão condenados ao fracasso.

Eles são o próprio fracasso.

Tanto Dória, quanto Temer estão a proporcionar um butim das coisas públicas.

Ambos se parecem com aqueles atacantes famosos, de cabelo da moda e bons de entrevista, mas que nunca acertam o gol adversário.

Das responsabilidades

Mas nós que nos dizemos de esquerda temos grande responsabilidade nessa história toda. Nós nos fizemos de avestruz a enterrar nossas cabeças na areia para não ver o rosário de malfeitos do petismo, as suas alianças espúrias e criminosas e a sua arrogância salvacionista como se o Brasil fora uma grande Canudos.

O resultado é esse aí, e não adianta culpar o PIG, o Moro, a CIA ou a puta-que-o-pariu [1].

Nota

[1] Das redes

Segue abaixo, e a propósito, texto postado nas redes sociais nesta manhã:

E O BRASIL REAGE?

ECONOMIA

O governo do vice efetivado, Michel Temer, prevê, com uma ajudinha pitaqueira do Banco Mundial, que a economia brasileira vai crescer neste último trimestre de 2016.

O FMI diz que o país fecha 2016 como a oitava economia do mundo.

Fechou 2015 como a nona.

A economia, junto com a corrupção e com o desencanto da população explicam a derrocada do PT.

HADDAD

Apesar disso tudo os paulistanos não precisavam eleger Dória.

Foi uma vitória espetacular que humilha o Haddad e o PT, este ser já quase finado.

Matéria do El País mostra que muita gente da periferia (especialmente gente jovem – mas quem é que confia em jovem? Nem eu. Nem quando era jovem) estava indecisa entre votar em branco ou em Dória.

Preferiram a fusão de branco com dória.

Quem é que confia em jovem? Nem eu. Nem quando era jovem!

O MELHOR

A melhor entrevista que vi neste dias eleitoreiros foi de um sujeito do Maranhão que diz que irá mudar-se para o Canadá, pois lá tem um sistema de educação “espetacular”.

Não sei onde ele arranjou essa informação.

Sintetizando, ele diz que vai ao Canadá estudar e viver e esperar que “o Brasil melhore” para poder voltar.

Ele tem pai advogado e tentou direito numa escola pública, mas não passou.

A culpa, óbvio, é do governo. Por isso ele vai embora.

Os jovens da periferia de São Paulo e o jovem maranhense que vai embora são os mesmos.

Eles querem um estado-pai, um salvador da pátria, um pai-dos-pobres para poder sobreviver.

Quem é que confia em jovem? Nem eu. Nem quando era jovem!

 

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