Até quando os descontentes vão aturar os desvios criminosos do governo de Michel Temer?

jantando
O jantar temerista da PEC ou quando nós viramos o prato principal – fotomontagem: http://www.pragmatismopolitico.com.br

A capital mineira não se chama Belo Horizonte por acaso. BH é cercada (parcialmente) pela Serra do Curral.

A serra está sendo destruída por “empreendimentos imobiliários” e por trilheiros de motos – esses caras deveriam estar presos.

Havia (creio que exista ainda) um grupo de trilheiros a pé. Fiz algumas incursões com essa gente para desfrutar de parte das belezas naturais das Gerais.

Não são trilhas difíceis. Há uma ou outra subida ou descida mais íngremes, mas nada que assuste.

Num sábado (naquelas raras folgas que a gente tem nos jornais em que trabalha) um sujeito que participava do grupo disse que aquele tipo de excursão não era para gente como nós dois.

Sem querer ser pedante, mas mesmo assim sendo, disse que falasse por ele e não por mim.

Grosso modo caminho desde os 9 anos depois que li um pequeno texto de um médico cardiologista canadense defendendo que os exercícios naturais dos seres humanos são a caminhada e a natação.

Claro que aos 67 anos, com 100/102 quilos e um tabagismo inveterado não estou mais “com essa bola toda” para esse tipo de trilha. Mas ainda mantenho minha rotina de 5 km por dia.

Serve para suar e desintoxicar um pouco os pulmões.

Além do meu orgulho de caminhante ferido, outra coisa me chamou a atenção na fala de meu companheiro de caminhada: nela estava embutida que a empresa que nos levou negou a informação de que a trilha “era difícil”.

Não era e não negou qualquer informação, muito pelo contrário.

Das incapacidades

Na nossa pressa (para mim incompreensível) não costumamos ler os manuais que vêm junto aos aparelhos que adquirimos, não pesquisamos sobre os lugares que vamos a trabalho e a passeio, não roteirizamos nossas viagens e até vamos às ruas gritar, xingar e bater panelas contra governos, os quais, a rigor, nem ao menos conhecemos e mal sabemos o que ele fez ou deixou de fazer.

Esses descuidos quase sempre nos causam problemas, quando não, nos são catastróficos.

Em seus 13 anos e poucos meses de governo o PT se envolveu em alguma das “histórias mais cabeludas” da República. Mas nada muito diferente daquelas nas quais se envolveu FHC em seus 8 anos de governo, e muito menos (PT e FHC) que as tramoias urdidas durante os 21 anos de ditadura militar.

Se o PT deve pagar pelo que fez (e também por aquilo que deixou de fazer) não é caso aqui de transferir responsabilidades ou de justificar um desmando por outros desmandos anteriormente cometidos.

A questão aqui, a rigor, também, está, principalmente, em nossa inépcia em perceber o que viria pela frente, depois da queda de um governo eleito pelo povo.

E nem demorou tanto assim, pois a guinada conservadora e antipopular já se iniciou durante o interinato de Michel Temer, coisa que, daqui para frente, só tenderá a se agravar, agravamento que promete ser mais agudo ainda, dependendo do resultado das urnas em 2018.

Nem nos casos dos pobres/miseráveis e remediados é que quero tocar neste espaço.

O que chama a atenção é a classe média que em boa escala foi largamente beneficiada (acrescentaria: mais beneficiada) que os miseráveis durante o lulo-petismo.

Se essa gente acha que num passe de mágica a inflação vai estancar, os empregos e os investimentos vão retornar, as passagens de avião vão baixar e o acesso aos bens públicos (escola e saúde de qualidade, por exemplo) vão se concretizar creio que esteja na hora de reler ou de ler pela primeira vez o manual de instrução.

Vai adiantar muito não, pois a merda já está pronta e posta em nossas mesas.

Mas quem sabe sirva para alguma coisa em outubro de 2018.

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