PSDB quer a presidência de volta, tem chances, mas um problema: o PSDB

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FHC na presidência (?) ou quando “não tem tu, vai tudo mesmo” – Foto: PSDB

Um sujeito, com certa dose de acerto (o que não é muito comum em suas opiniões), me perguntou, recente, quem tem condições de deter o PSDB de volta à presidência da república.

A resposta foi uníssona: ninguém!

O sujeito, porém, vê fragmentos da história como determinações irresolutas e irremovíveis.

Cá desta parte vê-se a mesma história movida por um dínamo. Nem tudo que vale hoje valerá amanhã.

Um bom exemplo foi a fala de Luiz Inácio Lula da Silva, ao se reeleger, quando se pavoneou de que tinha acabado com o DEM e que iria, em breve, acabar com toda a “direita” (sic) no Brasil.

A história não parece muita amiga de quem se mete a fazer previsões.

Já se disse por aqui, em outras vezes, que o PSDB é um partido tri-rachado.

Aécio Neves preside o partido, tem a máquina partidária nas mãos e uma boa quantidade de votos.

José Serra é incansável na sua sanha para chegar ao Palácio do Planalto e (ainda) é ministro do governo temerista.

Geraldo Alckmin mantém-se no G3 tucano graças às recentes eleições municipais.

São bichos bicudos que não se beijam e que não beijam e nem são beijados por Fernando Henrique Cardoso.

FHC não se dá com Aécio, a quem acusa de golpeá-lo para disputar a presidência em 2014.

FHC é inimigo visceral de Serra, apesar de tê-lo levado a alguns ministérios quando presidente.

FHC não vai muito com a cara de Alckmin pelo seu direitismo e despreparo.

Sobrou quem? O próprio FHC!

Dos pavores

Em artigo na Folha de São Paulo, na quarta, Xico Graziano (re)emplaca FHC ou para suceder o temerismo (em caso de cassação da chapa Dilma-Temer) ou para a própria eleição de 2018, caso o interino persista na presidência.

Fiel escudeiro, Graziano é um servidor dedicado a FHC “desde sua campanha ao Senado, em 1986” e um defensor de “seu legado nas redes sociais” (Volta, FHC).

O texto gazianista está causando comoções entre aqueles que defenderam a defenestração do PT e por vias oblíquas apoiam o governo temerista.

O que teme essa gente?

Algumas coisas:

– que um eventual mandato-tampão de FHC bote a pique o vale-tudo liberal patrocinado por Temer;

– que FHC não tenha tempo e forças suficientes para (nas palavras de Graziano) preparar “o caminho rumo ao porvir”.

– e que (ainda nas suas palavras) surja (até 2018) “um oportunista de última hora, um salvador da pátria, um vendedor de ilusões, ou corremos o risco de ficar na pasmaceira da política tradicional”.

Esqueceu-se, apenas, de citar Lula e o PT que se moribundo estão ainda não morreram.

Ele pode ter se esquecido, mas a direita não esqueceu não.

Nem que a história se faz passo-a-passo até que cheguemos a 2018.

E nem que o PSDB continua tripartido, com sérias dificuldades para colar as suas frinchas até a próxima eleição presidencial.

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