Esquerda e direita se digladiam em contagens e para ver quem mente mais

Lula PT
Lula aproveita protestos para fazer campanha por sua própria volta à presidência da república. Foto: Partido do Trabalhadores (PT).

Há quem tenha lembrado de dizer que apenas na avenida Paulista havia mais de 300 mil pessoas nas manifestações de ontem, já indo para a casa das 400 mil.

Exagero dos exageros, e como a gente aprende (ou deveria aprender) em casa, mentir é feio.

Doutro lado houve quem tenha rebaixado ao máximo as manifestações de ontem (não só na avenida Paulista) a meia dúzia de gatos pingados.

É a Globo comandando a massa.

Juntamente com as publicações da editora Abril, o jornal O Estado de São Paulo e (muitas vezes) a Folha de São Paulo, a rede Globo (incluindo as publicações) funciona à base de um conservadorismo extremado, careta e um bocado reacionário.

Mais ou menos a exceção é a GloboNews que consegue (seja com relação a quem for) subir um pouco do tom das críticas, inclusive contra a própria população que é merecedora de todos os apupos e vaias.

A contra face dessa história são as novelas globais reconhecidas como agentes de modernização da sociedade brasileira.

O que não é exatamente uma coisa difícil de fazer, pois o brasileiro é um bocado atrasado e arcaico, e qualquer coisa de se faça já vai parecer um grande avanço, quase um revolução.

Trata-se de um paradoxo, especialmente pensando que o cinema nacional não desempenha esse papel, como deveria fazer, na contramão da maioria absoluta dos países, especialmente os Estado Unidos.

Do teatro não se dá muito para falar (e cobrar) posto ele continuar inacessível à maior dos nacionais, por conta a sua carestia.

Voltando ao cinema, aqui troca-se a crítica mais abrangente pela militância política (sempre se fez isso), o que é um equivoco enorme.

Dos protestos

Se os protestos iniciados em 2013, que culminaram com a deposição de Dilma Rousseff e o quase extermínio do Partido dos Trabalhadores (PT), se caracterizaram pelo seu caráter difuso e conflituoso (cada um falava um coisa e, pior, reivindicava outra), este, destes dias, sob a desculpa de ser contrário as reforma trabalhista e a da previdência, a rigor é tão somente uma um campanha pela volta de Lula da Silva à presidência da república.

Isso é indisfarçável.

Na falta de tato para com as coisas e as pessoas, esta é uma boa maneira de não se conseguir arregimentar mais ninguém para os protestos, inclusive muita gente que até votou no petismo, mas que hoje anda num ressabio danado com o partido.

Creio – ou pelo menos assim espero – que Lula da Silva, o PT e a militância saibam o que estejam fazendo, caso contrário, quando outubro (de 2018) chegar, será uma decepção extraordinária – com os naturais chororôs e as vitimizações de praxe.

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