O trabalho é a forma mais cruel de escravidão e a classe trabalhadora não consegue retomar a sua liberdade que nunca teve

Charles
Reprodução

Boa parte das pessoas que conheço não trabalha.

Creio que esse seja o caso da maioria. Principalmente gente pobre.

Pelo menos essas pessoas não tem aqueles trabalhos formais, com horário para entrar e para sair e para o almoço.

Isso é um troço bastante horrível. É escravidão mesmo.

Não que eles tenham preguiça,  algum tipo indisposição ou vivam às expensas do governo para sobreviver.

Boa parte dessa gente (especialmente essa gente pobre) não está interessada em se submeter a algum tipo de patrão (seja o governo, seja a iniciativa privada).

Talvez também não possam e/ou não consigam; não tenham “competência” e qualificação pra tanto – seja lá o que isso queira dizer.

Algumas dessas pessoas também nem sabem que o governo pode dar um “ajudinha” – tipo “bolsa família” ou algumas dessas distorções populistas do gênero  – e creio (pelo menos aqueles que eu conheço) que nem estariam muito interessadas em ajuda alguma.

Talvez isso seja visto como uma humilhação.

Alguém já cantou isso em prosa e verso (talvez em verso).

Às vezes é possível encontrar pessoas defendendo o Estado – são os “estatistas” que não conseguem viver sem uma ajudinha da “união”.

Esse tipo de desvio de caráter compreende desde o rico/milionário (que quer facilidades para explorar a população e a natureza [com a ajuda do Estado, óbvio]), até os remediados e a pobreza em geral que não consegue ver uma outra saída sem aquele apoio e proteção estatal para sobreviver.

Pra falar a verdade nunca  entendi esse tipo de comportamento.

E acho que nunca vou entender.

Das distorções

Com a ajuda no Estado (esse irmão siamês da iniciativa privada, e portanto opressor e explorador também) foi dado à classe trabalhadora (não sem muita luta e reivindicação, é verdade) alguns feriados e o tal do “gozo” das férias.

Um horror tudo isso!

Uma forma de enganar gente incauta e deixa-las eternamente dependentes dos empregos, que mais castram do eu promovem, e que nunca são “regiamente remunerados”, pois a boa (auto) remuneração (ou seja, ganho efetivo) apenas advém do justo domínio do trabalho, e não o contrário.

Particularmente tenho uma antipatia visceral pelos feriados.

Posso mal a cada um – nós temos dois este mês -; chego a entrar em depressão.

Isso desde sempre.

E olha que também, desde sempre, praticamente nunca dependi dos feriados e das férias para viajar ou para não fazer nada.

Quando adolescente costumava acabar nos lugares mais inóspito possível, mais ou menos das vésperas de natal para apenas voltar depois de reis.

E costumava viajar amiúde durante boa parte do ano, assim que me desse na telha e na vontade.

Era a minha forma de libertação. De liberdade.

Trocando em miúdos: meu jeito de ser vadio.

Como muito orgulho e um bocado dedicação e afinco.

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