Efeito Dória libera o lado fascista que todos temos dentro de nós

Pnta
Reprodução

São Paulo está morrendo de amores por João Dória Júnior, o prefeito da cidade. Talvez fosse melhor usar a palavra arcaica “alcaide” (1), pois ele é tão fora de moda e ausente de sensibilidade social como as pessoas que o elegeram.

O índice de aprovação do prefeito nunca foi tão alto em tempo algum.

São Paulo é capaz dessas esquisitices.

Lembro-me que uma moça carioca que havia sido entrevistada, acho que pela Folha de São Paulo, e já faz um bocado de tempo, que identificava nessas contradições paulistanas (e por que não paulistas?) uma boa razão para se viver por lá.

São Paulo é uma cidade cosmopolita na qual cabem todos os modismo… e esquisitices.

Aliás, a única do país.

Claro que Dória pode se candidatar ao cargo que lhe der na veneta, assim como as pessoas têm todo direito de votar nele.

Afinal, estamos numa democracia, com o que, aliás, muita gente de direta e de esquerda não concorda muito e com a qual não consegue conviver pacificamente.

Dória está tão por cima da carne seca que já pensa em se candidatar à presidência da república.

O também pretenso candidato e padrinho de Dória, Geraldo Alckmin, não gostou muito da ideia e tenta empurrar o prefeito paulistano para o governo do Estado, auto se liberando (sem que se tenha qualquer tipo de atrito) para ser o candidato tucano a concorrer à presidência da república.

Trata-se de uma queda de braços bastante interessante.

Vejo nas redes sociais dois senhores “pintando de cinza” o “O Beco do Batman, localizado na Vila Madalena, (que) é uma atração turística de São Paulo. Ele aparece como referência no site da SPTuris, o Site Oficial de Turismo da Cidade de São Paulo” (http://www.revistaforum.com.br/2017/04/11/doria-faz-escola-e-beco-do-batman-tem-os-grafites-apagados/).

É o efeito Dória. Mesmo não explicitando isso claramente, Dória legitima este tipo de atitude, onde cada um (no caso os dois senhores) se alto proclama guardião de cidade, liberando-se a fazer todo tipo de estupidez, de sandices e de desrespeito.

Era isso que essa gente queria: negar ao outro a construção de uma sociedade mais justa, mais equânime, mais aberta: aos negros, aos quilombolas, aos índios, aos gays, às mulheres, às periferias e etc. e tal.

E pode acredita: vai piorar muito.

Estamos à beira do fascismo.

Nota

(1) O alcaide (do árabe قاضى; transl.: al-qādi; «o juiz») era o governador de um cidade ou vila acastelada ou fortificada, durante a Idade Média, na Península Ibérica. A denominação derivou, contudo, do árabe, pois na altura da presença muçulmana conheciam-se como alcaides os governadores de províncias ou de praças.(wp)

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