Historiadora lança livro sobre bairro carioca de Botafogo

Manguinhos Kori
Reprodução

[Historiadora, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz e autora de artigos em HCS-Manguinhos, Kaori Kodama estreia no mundo dos livros infantis com O Corcovado conta histórias: Botafogo, ilustrado por Guto Lins. O livro apresenta as aventuras e descobertas de duas crianças, Clara e Pedro, em um passeio pelo bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Uma máquina do tempo leva os meninos a encontros com a história, a partir de diferentes personagens: em 1568, o indiozinho Teçá acompanha os dois em uma canoa que atravessa o rio Berquó até o mar, onde dão uma volta no lombo de um golfinho pela então cristalina Baía da Guanabara. Em 1700, eles encontram Rita, filha de uma escrava africana que planeja sua fuga das terras do Frei Clemente.

Mais de um século depois, em 1836, encontram o senhor Jerônimo Mesquita, proprietário da primeira linha de ônibus da cidade e oferece a eles uma carona em sua carruagem, em 1836, quando todos vão até a praia conhecer o casarão da rainha Carlota Joaquina. Do alto do morro do Pasmado, Clara e Pedro se assustam com a passagem de um cortejo fúnebre, quando uma epidemia de varíola matou muita gente no Rio de Janeiro, em 1904. Outro salto no tempo e, em 1952, experimentam deliciosa feijoada no morro Dona Marta, quando visitam Aloízio, vendedor de amendoim. De lá, partem para 1981, quando presenciam a chegada da linha de metrô no bairro, e Pedro reencontra seu avô.

Durante todo o passeio, o guia das aventuras é o Corcovado, morro-símbolo do Rio de Janeiro, que abriga no topo o Cristo Redentor e de onde se vê todo o bairro de Botafogo.

Além da edição impressa do almanaque infantil, um conteúdo online tem a finalidade de ajudar educadores a tirarem o melhor proveito do livro em sala de aula, com opções de jogos e propostas de roteiros para passeios pelo bairro. As atividades contemplam diversas áreas do conhecimento, em sintonia com temas curriculares das escolas cariocas.

O lançamento do almanaque infantil será no pátio do Museu Villa-Lobos na manhã de sábado, 6 de maio. A festa começa com a apresentação da Orquestra Tuhu, formada por jovens do projeto social “Villa Lobos e as Crianças”, executando um repertório selecionado pela regente Maria Clara Barbosa. Durante o concerto, os músicos vão explicar para a plateia o papel dos instrumentos na formação de uma orquestra. Uma equipe de recreação e de contadores de histórias comandará as brincadeiras que remetem à história do bairro e ao livro. Saiba mais.

Leia em HCS-Manguinhos:

Kodama, Kaori et al. Mortalidade escrava durante a epidemia de cólera no Rio de Janeiro (1855-1856): uma análise preliminar. Dez 2012, vol. 19, suppl. 1

Kodama, Kaori. Antiescravismo e epidemia: “O tráfico dos negros considerado como a causa da febre amarela”, de Mathieu François Maxime Audouard, e o Rio de Janeiro em 1850. Jun. 2009, vol. 16, no. 2

revistahcsm.coc.fiocruz.br

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