João Dória Júnior, quem diria, acabou na Cracolândia (1)

Joao Doria Cracolândia
Crédito da foto: Pragmatismo Político

Li pelo menos dois textos de gente que se diz de esquerda afirmando que João Dória Júnior acabou-se ou se acabou na Cracolândia (o uso de verbo varia de acordo com o autor).

Pelo menos um deles (pelo outro não coloco a minha mão no fogo) não é de esquerda coisa alguma. Esse eu o conheço – só não interessa aqui citar nomes nem de um, nem de outro.

Quem tiver interesse pode pesquisar, pois o universo está restrito aos (supostos) esquerdistas.

Esse tipo de texto tem plateia e por isso é escrito dessa forma.

Os “inimigos” políticos do citado esperam por isso mesmo. Quer dizer, anseiam por isso, mesmo que (como é o caso) seja pura especulação e sem sentido algum.

As pessoas não querem saber disso. Querem é “malhar o Judas” da hora – seja ele quem for.

Porém, não tem nenhum sentido afirmar que um político tenha se acabado, especialmente por conta de um episódio banal como esse.

Aliás (no caso dos paulistanos), o prefeito é apoiando pela maioria das pessoas – diga-se.

Creio que quando se fizer uma sondagem de opinião pode ser até que João Dória Júnior tenha sofrido algum tipo de abalo no seu prestígio, mas a maioria das pessoas vai continuar apoiando o prefeito paulistano, e uma das razões será exatamente por conta da Cracolândia.

Dos discursos

Discursos prematuros e oportunistas como esses não levam em consideração a própria história.

Por exemplo, a de Getúlio Vargas “destruído pelas evidências”, no período em que presidiu o Brasil, de 1930 a 1950; mas que voltou a presidir a país de 1951 a 1954… e mais: foi ministro da fazenda, senador, deputado federal, deputado estadual e governador do Rio Grande do Sul.

Destruído, segundo “todas as evidências”, também foi Paulo Maluf, logo depois de terminada a ditadura militar, mas que, depois, governou São Paulo, foi prefeito da capital e ainda se elegeu à Câmara dos Deputados mais duas vezes.

Portanto, trata-se de especulação e de precipitação, goste-se ou não de João Dória Júnior.

Mas essas pessoas (os tais jornalistas) sequer terão a dignidade de reconhecer que – por especular e apenas especular – “erraram redondamente”, “propositalmente” e
“espetacularmente”.

Das defesas

A propósito vi uma boa e pertinente discussão no Facebook, levantada por uma amiga minha (não vou dar o seu nome), lamentando que na época em que seu marido era vivo não tivesse esse tipo de programa compulsório de internação.

E olha que o caso nem era de droga, mas de bebida.

De qualquer forma, a amiga levantou uma importante e oportuna questão, que, como era natural esperar, teve defensores e críticos.

Nota 1

Referência a

Greta Garbo, quem diria, Acabou no Irajá (teatro / comédia)

Pedro, um enfermeiro, sonha em ser Greta Garbo, a “diva do cinema”. Certa noite, ele encontra Renato, típico jovem sonhador, recém-chegado à cidade grande cujo sonho é ser médico, e o leva para casa. O combustível dessa ação é a ironia de Pedro que, diante do aparentemente inocente Renato, vai envolvendo-se cada vez mais sentimentalmente. O clima de tensão começa a surgir quando Renato passa a frequentar a cena boêmia envolvendo-se com uma prostituta chamada Mary, rival de Pedro.

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