Todos amam de paixão a Rede Globo embora gostem de nela jogar pedras

Limbo
Crédito da ilustração: Wikipedia

Caso você apareça em uma “rodinha”  e se identifique como jornalista, você vai causar um certo furor e um bocado de admiração.

Muita gente vai logo perguntar se você trabalha na Globo (seríamos todos Bozós?) o que só demonstra o poder e o prestígio que a Platinada tem, ao contrario do que dizem os esquerdistas, que dizem, também, odiar a Rede Globo, o que é uma extraordinária mentira, pois boa parte dessa gente (quase a totalidade delas) vive de assistir algum canal da emissora carioca.

Vivemos tempos tenebrosos e mentirosos, onde impera a falsidade – a mais deslavada e imoral possível.

Um sujeito e uma sujeita (porque não? As feministas não exigem que flexionemos os gêneros, como por exemplo, no caso de “presidenta”?) vivem numa irrealidade, num faz de conta falso, onde o que conta é o desconforto de continuar mentindo, mentindo, mentido até a exaustão, num exercício goebbelsliano.

A lembrança que abre o texto não é invenção minha.

Já fui diversas vezes questionado se trabalho na Globo.

Ninguém se lembrou de perguntar se trabalho da Folha de São Paulo (já trabalhei alias), na Crítica, de Manaus (idem), em O Tempo, de Minas (idem), ou em alguma emissora de rádio ou de TV.

A pinimba que muita gente aparenta ter com a Globo (embora continue assídua frequentadora de seus canal) não passa de um discurso bobo, tolo e, porque não?, idiotizante.

Trata-se de uma mistura de frustração com as posições (políticas e ideológicas)  adotadas pela emissora e (em alguns casos) com o fato de muita gente (especialmente jornalistas) não ter mais espaço para atuar/trabalhar na emissora carioca.

A repetição desse rame-rame chato e enfadonho é o que eu chamo (embora a palavra não exista e portanto não esteja dicionarizada) de “MESMISMO”

Mas como nós todos podemos notar, o desconforto não é apenas com a Globo, mas extensivo a outros veiculo de comunicação.

Aqui, como também no caso da ciência, trata-se de pura negação do “óbvio ululante”, como diria Nelson Rodrigues: tudo o que não estiver concorde com aquilo que penso é mentira, eu refuto;  tanto quanto eu refuto qualquer conhecimento/revelação da ciência que esteja em desacordo com as minhas crenças e os meus valores individuais, familiares e de grupos.

Dia desses, não demora muito não, vamos chegar ao limbo.

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