Reclame cotidiano

BocanotromboneAlguns amigos antigos que tenho visto recentemente, após um bocado (muitos) de anos que não os via, estão a reclamar da vida.

Não é daquele tipo de reclamação banal de que a vida está difícil ou que não criei meus filhos “como deveria” ou estou agora aposentado e sem nada o que fazer e nem sei como fazer alguma coisa ou meus filhos não ligam mais para mim ou me sinto um inútil, eu que tanto lutei para a minha sobrevivência e a deles, veja só onde me meti neste final de vida.

Não… as reclamações são mais profundas. São reconhecimentos (embora não se dê o braço a torcer ou se demore em não deixar torcer o braço) de que se fez tudo errado, aquela história de que o caminho apontava por uma direção e nos – sabe-se lá por que, mas quase sempre por covardia, por medo – nos enveredamos para uma direção,  oposta.

O resultado, como era esperado, somente indicaria (como  indicou) o desespero, a amargura, a desilusão como fim último de uma decisão equivocada.

Aquela certeza da incapacidade de se tomar alguma direção.

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