Apesar do caso Marielle, direitos humanos avançam e encurralam os reacionários

Marielle
Veja.abril.com.br – imagine esta cena há 30 ou 49 anos.

Começo com uma explicação: muita gente, nessa circunstância, prefere usar a palavra “direita”; eu prefiro “reacionário”, porque nem todo mundo que é direita, por exemplo e como foi o caso de Marielle, prega, defende e mata pessoas.

A direita ideologicamente apenas se coloca numa posição reativa de negação aos chamados direito sociais.

Mesmo nesses casos – os avanços sociais – há quem os admita pelo menos parcialmente, até porque também deles usufruem.

Não é necessário puxar muito pela memória e nem realizarmos uma pesquisar intensa e profunda para que encontremos parentes, amigos e conhecidos até mesmo progressistas, embora sendo de direita, porque também o progresso a eles interessa, o que é um bocado óbvio, alias,

A minha preferência, portanto, pela palavra “reacionário” se prende a uma das definições já de há muito tempo dicionarizada: “contrário, hostil à democracia; antidemocrático (jur.)”.

Mesmo que nos consideremos socialistas, comunistas ou anarquista, se prestarmos atenção veremos como estamos cercados de direitistas e de reacionários – que muitas vezes, como se disse acima, não se confundem.

A questão é decidirmos o que faremos frente a fatos tão óbvio aos quais não deveríamos estar desatentos: nos apartaremos deles todos? Seremos capazes de nos apartar apenas de alguns sem necessariamente nos apartarmos de outros? Ou não nos apartaremos de nenhum dos grupos por questões de afinidade, amizades ou parentesco?

Trata-se de um decisão bastante difícil, mas não necessariamente justificável.

Perdendo

A questão, porém, é entendermos que os reacionários – contrários aos direitos humanos – estão ficando cada vez mais encurralados.

Isso quer dizer que um dia esse tipo de gente insana vai desaparecer do mundo?

Obviamente que não!

Ela vai continuar existindo e cada vez mais raivosa e violenta, mas cada vez mais minoritária.

E por que isso?

Por duas razões: cada vez há mais pessoas conscientes e exigindo que se respeitem os direitos delas mesmas e de outras pessoas; e as legislações de praticamente todos os países estão cada vez mais exigentes e fazendo coro, embasadas que estão, naquilo que propõe a carta dos direitos humanos da ONU.

O encurralamento, quase um estrangulamento, está se dando dessa forma.

Mas se não acredita, teste você mesmo: como eram tratados índios, gays e lésbicas, mulheres, negros, entre outras minorias, há míseros 20 anos?

Agora projete isso para quando eu, por exemplo, era jovem, na década de 60. Ou para a geração de meus pais que nasceram em 1924? Ou de meus avós que nasceram no século 19?

Que ações protetivas as minoria tinham nessas épocas?

Que tipo de consciência era possível ter naqueles momentos?

Que legislação, por exemplo, defendia as mulheres em casos de estupro e da famigerada prática da sedução (que, aliás, foi escorraçada da constituição brasileira de 1988).

É visível, portanto, que os reacionários e mesmo os direitistas estão perdendo o jogo. Estão sendo derrotado.

E é este um caminho sem volta, embora possa parecer longo e árduo

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