Eleição indica um presidencialismo enfraquecido e refém de senadores e deputados

Baralho
Lula já é carta fora do baralho? (reprodução)

Pelo menos até o momento, quando ainda estamos na fase das pesquisas de intenção de votos para a presidência da república, parece que mais uma vez o Brasil não elegerá os ditos extremistas.

A população indica (e percebe) como extremistas o esquerdista Guilherme Boulos e o direitista Jair Bolsonaro.

Apesar do discurso edulcorado da comunista Manuela d’Ávila talvez pudéssemos colocá-la nesse mesmo rol; mas o PCdoB, partido à qual pertence, anda tão mais doce que a política gaúcha que é melhor deixá-la de lado.

Manuela não tem a menor chance de se eleger e dificilmente terá mais de 4% dos votos, apesar do apoio, que até agora parece maciço, de artistas de esquerda, como Chico Buarque de Holanda.

Chico apoiando Manuela quer dizer que já se dá Lula como carta fora do baralho.

Está ela fazendo o que podemos chamar de figuração e seu partido tentando apenas barganhar alguns postos no futuro governo, se o futuro for de esquerda, o que é improvável.

Boulos talvez nem chegue perto dos 4% dos votos.

O ativista social é apenas mais um ensaio lulista, mas de concreto mesmo, no futuro, o que ele poderia almejar e alcançar seria a assembleia legislativa de São Paulo ou a câmara dos deputados em Brasília.

Mas melhor seria que ele se mantivesse apenas ativista do MTST.

Já Bolsonaro preocupa tanto esquerdistas, quanto os liberais, mas a entrada do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, soa como um alerta para o candidato do Rio de Janeiro.

Bolsonaro, agora, passa a imaginar que poderá nem mesmo chegar ao segundo turno.

 “Com que roupa eu vou”[1]

Fernando Enrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (em seu primeiro mandato) conseguiram, através de alianças, sustentar uma coalisão (governabilidade) às vezes custosa, mas que lhes permitiu levar seus respectivos governos mais ou mesmo tranquilamente.

Isso não se viu com Fernando Collor de Mello que teve de renunciar para não sofrer o impeachment  e com Dilma que, perdendo toda a sua base de apoio, sucumbiu em pouco mais de um ano (segundo mandato).

Atualmente, nenhum candidato à presidência parece ter forças para aglutinar maioria no congresso.

A população, por seu lado, deverá votar aleatoriamente em deputados e senadores, pensando mais nos indivíduos que lhes possam representar ou lhes favorecer, e menos em partidos e em ideologias.

O resultado dessa barafunda talvez nos permita ter uma antevisão de um inferno à brasileira.

Por aqui, tudo o que é ruim pode sempre piorar mais um pouco.

Nota

[1] https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=rETSGoLBjjk

 

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