Neymar Júnior é o cara – o resto é despeito, rancor e ódio

Neymar
Foto: REUTERS/Damir Sagolj

Neymar Júnior, ex-jogador de futebol do Santos, com passagem pelo Barcelona e (agora) atuando no PSG (França) não sai da mídia, pelo menos por daqui, mas não só, reconheçamos, seja por conta de seu cabelo, seja por sua namoradinha insossa e atriz de capacidade duvidosa, seja pelo seu futebol exuberante, futebol no qual a maioria dos nacionais leva fé para o país ganhar mais uma copa do mundo; fé que todos parecem ter, mesmo aqueles que dizem detestá-lo, odiá-lo, despreza-lo (ou perto disso).

Igualmente, então, “botam a maior fé” em Neymar Júnior aqueles que o identificam como o cara (favor não confundir o cara do Lula, na infelicidade precipitada de Osama, depois da enxurrada de denúncias que o cercam).

Todos, em uníssono, esperam ansiosamente pela redenção do futebol brasileiro, mesmo aqueles que teimam em menosprezar o esporte e o jogador nacional.

Neymar Júnior não é apenas o cara (pelo menos para nós, brasileiros) como teve a cara e a coragem (minha mãe diria “a pachorra”) de desprezar o Barcelona em meio a um contrato e se mandar para o França.

Os argumentos dos sem-argumentos são variados: Neymar Júnior foi pela grana do PSG; Neymar Júnior não queria permanecer à sombra do argentino Messi.

Pode ser qualquer uma dessa coisas juntas ou separadas, como igualmente pode ser pura birra de moleque (“muleke”) ou as três coisas juntas ou nenhuma dela.

Vai saber o que passa pela cabeça e pelas vontades do “muleke”?

A única coisa com concreta para se dizer a respeito é que há muito despeito e mágoa nessa parada, especialmente recordando-se que Neymar Júnior apoiou, na eleição presidencial de há quatro anos, um candidato preterindo a outra candidata.

Esse barril de pólvora no qual o Brasil foi lançado explode continuamente e antecipa a grande explosão (o nosso big bang) e nos jogou num denso lamaçal de banalidades, ignorâncias, intolerâncias capaz de destilar um liquido fedido, uma mistura nauseabunda e horrenda de política com futebol.

Vivemos tempos obscuros.

Márcio Tadeu dos Santos

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